janeiro 05, 2009

A Guerra dos Clones

Ser normal numa sociedade garante muitos privilégios mas exige interiorizar centenas de gestos e comportamentos apropriados. Vastos na sua diversidade (como vestir, comer, falar, como se relacionar, fazer sexo, como educar os filhos, o que ler, ouvir, o que é apropriado amar, odiar e ignorar...) exigem uma conformidade, por vezes, demasiado pesada. Há o perigo da personalidade que se forma ser aplanada por esta burocracia emocional e a normalidade, isto é, o processo de normalização, produzir apenas cópias aceitáveis de um conjunto limitado de personas ideais. Mas como evitar ser-se uma mera máquina cognitiva e não arriscar uma neurose, um isolamento excessivo, a loucura?

3 comentários:

Anna disse...

penso que tanto os normais como aqueles que não possuem tal conformação imediata produzem cotidianamente gestos atípicos e, muitos desses gestos se tornarão, em algum momento, circunscritos em normas.
Tenho lido o Clifford Geertz, pensar que a cultura é organizaçaõ prévia para a espécie humana faz muita diferença.

sLx disse...

Não conheço esse autor. Qual é o tema de estudo dele?

Anna disse...

Clifford Geertz 1926-2006 antropólogo. Comprei dia desses o o livro, A interpretação das culturas. The interpretation of cultures de 1973. Li o texto chamado: o impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem.
Comecei a ler por causa do texto de uma estudiosa de gênero chamada Judith Butler. Geertz estava em consonância com o pessoal pós-estruturalista.
Por favor, não publique este post não. Ok? :)