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junho 06, 2011

Viagens

Uma maravilhosa curta de Chris Abbas baseada nas imagens da missão Cassini a Saturno.

CASSINI MISSION from cabbas on Vimeo[via Astro.PT].


Outra curta, de Semiconductor, baseado nas imagens do satélite solar STEREO, onde se pode observar a dinâmica do Sol.

Black Rain from Semiconductor on Vimeo.

fevereiro 13, 2008

Escalas Cósmicas

Esta imagem dá-nos uma perspectiva interessante de quão pequenos somos neste sistema solar (é um gif animado, esperem uns segundos para ver a próxima iteração).

dezembro 13, 2007

O consumismo explica o paradox de Fermi

"A história é a seguinte: Algures nos anos 40, Enrico Fermi falava com outros Físicos sobre a possibilidade de inteligências extra-terrestres. Eles estavam impressionados pela nossa Galáxia conter mais de 100 mil milhões de estrelas, que a vida evoluiu rapidamente na Terra, e que uma espécie inteligente, capaz de se reproduzir exponencialmente seria capaz de colonizar a Galáxia em poucos milhões de anos. O raciocínio seguia que, actualmente, essas inteligências já seriam comuns. Fermi ouvia pacientemente e fez-lhes uma pergunta simples: “Então, onde estão eles?” Se a inteligência ET é comum, porque não chegaram ainda ao nosso planeta? Este dilema é hoje conhecido pelo paradoxo de Fermi.

[...] Parecem existir duas possibilidades. Ou a Ciência sobrestimou a possibilidade de inteligência ET ou talvez essas inteligências tenham uma tendência para se auto-limitarem, até mesmo auto-exterminarem. [...] Eu sugiro uma terceira possibilidade, talvez uma ainda mais sombria solução para o paradoxo de Fermi. Basicamente, os ETs não se explodem a si mesmos, eles apenas se viciam em jogos de computador. Eles esquecem-se de enviar sinais rádio ou colonizar o espaço porque estão muito ocupados a consumir e em exercitar o seu narcisismo numa qualquer realidade virtual. Eles não precisam de Sentinelas para os escravizar numa Matriz, eles fazem-no a si próprios, como nós fazemos hoje em dia.

O problema fundamental é que uma mente desenvolvida precisa tomar atenção a pistas indirectas de adaptação biológica, em vez de se focar na própria adaptação. Nós não procuramos o sucesso reprodutivo directamente; nós procuramos comida saborosa que promova a sobrevivência e parceiros interessantes que nos possam dar a melhor descendência possível. Resultado moderno: fast food e pornografia. A tecnologia é bastante boa para controlar a realidade externa e aumentar a nossa adaptação biológica real, mas é ainda melhor a criar e promover adaptações falsas – pistas subjectivas de sobrevivência e reprodução, sem os efeitos reais. Um sumo natural de laranja custa muito mais que um refrigerante de fruta light. Ter amigos requer um muito maior esforço que seguir o Friends na TV. Na verdade, colonizar a Galáxia é muito mais difícil que fingir fazê-lo na Guerra das Estrelas.

A tecnologia que cria adaptações falsas tende a evoluir muito mais depressa que a nossa resistência psicológica ao processo. Desde que a imprensa foi inventada, as pessoas lêem mais e têm menos filhos. Desde que a Xbox foi inventada, as pessoas preferem ser uma versão de alta-definição do King Kong do que ser um ser humano real de definição perfeita. Os adolescentes vêem-se cercados por uma multidão de produtos electrónicos que lhes cativam a atenção, e fazem menos exercício físico. Um licenciado no MIT prefere entrar na indústria dos jogos do que ir para a NASA.

Por volta de 1900 as invenções eram sobre a realidade física: carros, aviões, luz eléctrica, soutiens, zippers. Em 2005, a maioria das invenções são sobre entretenimento virtual. As principais patentes são da IBM, Canon, HP, Intel, Toshiba, não da Boeing, Toyota ou Wonderbra. Nós já mudámos de uma economia real para uma economia virtual., da física para a psicologia como critério para a alocação de valores e de recursos. O princípio do prazer de Freud triunfa sobre o princípio da realidade. Nós concentramo-nos em emitir localmente estórias de interesse humano, uns para os outros, e não em emitir mensagens de paz e progresso universal para outros sistemas solares.

Talvez os ETs tenham feito o mesmo. Eu suspeito que um período de narcisismo e de adaptações falsas seja inevitável quando uma espécie inteligente evolui. Esta é a Grande Tentação para qualquer espécie tecnológica – de moldar a sua realidade subjectiva para providenciar sobrevivência e sucesso reprodutivo sem substância real. Talvez a maioria destas espécies se extingam gradualmente, alocando cada vez mais tempo e recursos para os seus prazeres, e cada vez menos para as suas crianças.

Talvez certas personalidades, passadas geneticamente e culturalmente, resistam à Grande Tentação e durem mais. Aqueles que persistirem terão mais auto-controle, serão mais pragmáticos. Terão um horror ao virtual, às drogas que alteram a mente, à contracepção. Irão salientar o valor do trabalho árduo, a gratificação adiada, a educação dos filhos, a protecção ambiental.

A minha ideia perigosa é que isto já está a acontecer. Os fundamentalistas, os activistas anti-consumo, já entenderam o que é a Grande Tentação, e têm uma resposta para evitá-la. Eles isolam-se da nossa economia e produtos virtuais e esperam pacientemente que o nosso narcisismo nos destrua. Serão eles a herdar a Terra, como ETs semelhantes a eles herdaram os respectivos planetas. Quando, finalmente, se estabelecer Contacto, não será uma reunião de leitores de ficção científica ou de apreciadores de jogos de computador. Será um encontro de pais de família extremamente sérios que irão congratular-se mutuamente por terem sobrevivido não só à Bomba mas também à XBox. E trocarão brindes não num ambiente virtual semi-erótico mas sim no solo sagrado de uma Igreja." adaptado do texto de Geoffrey Miller

julho 21, 2007

Quatro anos de Ruminações

Via Hubble, duas galáxias a interagir sob a lei da gravidade, trocando, envolvendo nesse bailado cósmico centenas de milhões de estrelas. Um canto no Cosmos.

[este blog volta em Setembro]

julho 12, 2007

Galáxias e Computação Humana

A computação descentralizada é uma das consequências naturais na internet. Projectos como o SETI@Home e a procura de primos de Mersenne são dois exemplos que usam o tempo livre de milhões de computadores de voluntários num esforço massivo de computação. No entanto, há uma outra possibilidade de computação distribuída: a computação humana. Basicamente, a computação humana é a utilização do nosso próprio tempo livre para ajudar um determinado projecto.

Li, no Bad Astronomy, sobre um dos últimos projectos deste tipo: o Galaxy Zoo. O Galaxy Zoo é um esforço colectivo para classificar milhões de novas galáxias que os telescópios encontram a uma velocidade maior que os astronomos profissionais conseguem processar. O olho e a mente humana, mesmo de não astronomos, consegue ser melhor que os melhores programas de reconhecimento de padrões visuais. Quem quiser participar, basta entrar no website, inscrever-se, passar por um pequeno teste e começar a observação de galáxias provavelmente nunca antes vistas por seres humanos.

Deixo aqui três imagens que «descobri» após classificar umas cem galaxias:



junho 19, 2007

Saturno

[via Arte da Fuga, via NASA]

Saturno no seu esplendor gelado com os anéis perpendiculares à sonda Cassini. Observa-se, entre os anéis, uma lua pastora que provoca, em parte, a estrutura actual dos anéis.

setembro 04, 2006

O Efeito de Estufa Ataca de Novo


Em Vénus, as nuvens, de ácido sulfúrico, são atravessadas por tempestades ciclónicas e produzem uma pressão equivalente à do Oceano a 1 Km de profundidade. As temperaturas chegam a atingir os 500º (o suficiente para derreter chumbo) numa superficie preenchida por enormes rios de lava. Vénus é um planeta quase igual à Terra (no tamanho, na densidade, na composição química), apenas um pouco mais próximo do Sol o que permitiu ao efeito de estufa fazer dele um inferno. Na imagem (sem nuvens) vislumbra-se a gigantesca Corona Artemis onde o nosso cérebro nos convida a um rosto.

dezembro 16, 2005

Claustrofobia

Racionalizando a dimensão do Universo, faz-me menos confusão a nossa ínfima pequenez do que o deserto que nos cerca. Como acreditar num sentido fora de nós, no desenho inteligente de um qualquer deus, quando um infinito estéril nos sufoca com silêncio e indiferença?

abril 04, 2005

Padrões


Aqui está mais um exemplo da nossa capacidade em encontrar padrões onde não existem: não bastava as de Marte, quem sabe se não há crânios espalhados em Titã...

julho 02, 2004

Uma Nova Viagem

Com a sonda Cassini-Huygens, temos a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre o sistema de Saturno. Uma das características especiais deste planeta gigante são os seus anéis. Três deles podem ser vistos da Terra, os anéis C, B e A (progressivamente mais distantes do planeta, como se vê na seguinte simulação do planeta com a posição correcta dos satélites às 18h30 de hoje). O espaço entre os anéis A e B é chamado de divisão de Cassini (um astrónomo Francês do século 17-18) cujas descobertas inspiraram o nome da sonda. Um buraco muito mais fino na camada exterior do anel A designa-se divisão de Encke (que também se observa nesta imagem).



Há muita informação sobre os anéis de Saturno mas conhece-se pouco das causas e efeitos de Saturno e dos seus satélites sobre a estrutura e estabilidade dos anéis (nestes últimos dias têm-se multiplicado imagens com extremo detalhe). Um curioso facto ocorre com o anel F (exterior ao anel A) que, devido à interacção de duas luas "pastoras", mantém uma pequena espessura, às quais deve também a sua estabilidade (ou assim se pensa). Na figura simulada é possível intuir o anel F a partir da posição dessas luas (Prometeu e Pandora).

abril 28, 2004

De facto...

Ontem em conversa com jars, ele comentou sobre o programa SETI da NASA de busca de inteligência extraterrestre que, olhando para a nossa espécie, mais valia ter procurado estupidez extraterrestre que deve ser muito mais comum.

março 31, 2004

Sedna, ou, Como se passa de 9 para 8 planetas descobrindo outro

Sedna é o objecto mais distante do Sistema Solar jamais observado (a imagem da esquerda mostra a orbita do planeta em relação ao resto do sistema solar). A temperatura estimada à superfície deste corpo celeste é tão baixa (cerca de -240ºC) que o nome escolhido no baptismo foi a da deusa (imagem da direita) das criaturas marinhas dos esquimós Inuit.

A sua descoberta veio equacionar novamente qual a definição de planeta. Este conceito pode ser analisado sobre diversos critérios: 1) Um planeta é um corpo esférico? O Sol também é, (2) É um corpo que absorve mais energia do que aquela que emite? Nesse caso, Jupiter e Saturno não seriam planetas. (3) É um corpo com uma massa dentro de um intervalo [X,Y]? Esta parece ser a forma "menos má" de classificar planetas. Por um lado temos o problema das fronteiras (e se aparece um corpo com X menos 1 grama? Já não é planeta?) bem como existirem satélites maiores que corpos ditos planetas (por exemplo, a Lua é maior que Plutão).

Este conceito não é essencial para a Ciência mas é conveniente haver um termo relativamente objectivo para classificar os corpos do Sistema Solar (planetas, satélites, planetóides, asteróides...). Muitos cientistas consideram que Plutão não é um planeta (bem como Sedna). A descoberta de Sedna vem colocar novamente a questão que não são dez os planetas que orbitam em redor do Sol, nem sequer são nove, são oito.

março 11, 2004

Viagem XI (estação terminal)


Em orbita de Júpiter, a exactamente 100 Km de altura das superficies geladas de Europa vislumbra-se o reflexo de dois planetas misturados num quase único ponto de luz, Vénus e Terra (respectivamente a 855 e 690 milhões de Km).

Esta imagem revela ainda mais três planetas. Em cima do Sol, Mercúrio (a 795 MKm) e Úrano (a 3810 MKm). Em baixo, a nascer da superfície de Europa, Marte (a 862 MKm). O Sol encontra-se a 810 milhões de Km, 5.4 vezes a distância do Sol à Terra.

Em Europa é possível que exista um Oceano (em estado líquido devido à actividade geo-térmica do planeta) a salvo de radiações e meteoros por centenas de Km de gelo protector. Ou seja, a existência de água, calor e estabilidade num único local. Muitos esperam que isso seja suficiente para a vida nascer e evoluir.

março 02, 2004

Viagem X


Marte a 6000 Km de distância e Phobos a 150 Km. No lado direito, parte da nossa galáxia, a Via Lactea.

Um nosso vizinho que no passado tinha atmosfera, água e talvez vida que nesse caso terminou estava a nossa a começar. Foi pena. No caso de Marte provavelmente a razão foi ser demasiado pequeno. A vida poderia ter nascido também em Vénus se não estivesse tão perto do Sol. Talvez o surgimento da vida seja fácil, já a sua manutenção é outra conversa completamente diferente.

fevereiro 20, 2004

Viagem IX

A Lua e a Terra
A face iluminada da Lua (a 3800 Km) surge enquanto a Terra, tão silenciosa a esta distância, começa a mostrar o Sol. Entre estes corpos, vislumbram-se Mercúrio e Vénus.

Lua é o nome latino de Selena, a deusa grega favorita da maioria dos poetas. Na realidade, é um planeta sem atmosfera, sem vida e sem actividade geológica. Porém, há quem considere que foi essencial no desenvolvimento da vida, com a sua influência gravítica sobre a Terra (que produz o fenómeno das marés - atenção, nada de astrologia!). O website Bad Astronomy apresenta informação relevante sobre a Lua (e sobre a astronomia em geral) desmistificando um conjunto de lugares comuns.

fevereiro 13, 2004

Viagem VIII

Sirius
Vénus (a 44 mil Km) diante das centenas de milhar de estrelas visíveis da Via Lactea (retirei as nuvens sulfúricas que cobrem e literalmente assam o planeta, para se observar melhor o seu relevo).

Vénus é o nome latino de Afrodite, deusa do amor. Talvez este seja o nome mais irónico do panteão mitológico no Espaço. O planeta possui temperaturas capazes de derreter o chumbo e pressões atmosféricas 90 vezes maiores que a nossa. Um poderoso exemplo da capacidade do efeito de estufa.

fevereiro 06, 2004

Viagem VII

Mercúrio
(voltando a casa...) Mercúrio a pouco mais de 12000 Km de distância. A sua temperatura oscila entre os -180ºC e os 430ºC. No lado esquerdo observa-se Marte (o ponto vermelho a 150 milhões de Km) e a Terra (o cinzento a 96 milhões de Km).

Curiosamente, conhece-se pouco de Mercúrio (que se encontra relativamente perto da Terra). Houve apenas uma missão ao planeta (Mariner 10 em 1974) que fotografou menos de metade da superfície. Como está muito perto do Sol, o telescópio Hubble não o pode focar.

janeiro 30, 2004

Viagem VI

Sirius
Estamos à distância de 150 milhões de Km de Sirius, a estrela mais brilhante do nosso céu, uma vizinha apenas a 8.6 anos-luz da Terra.

Deste ponto de vista pode-se observar o nosso Sol: o ponto brilhante, a norte, ligeiramente acima da segunda auréola de luz que rodeia a estrela. Um ponto discreto no meio de milhões.

janeiro 15, 2004

Viagem V

Plutão e Caronte
Plutão (a 2600 Km) com o seu parceiro planetário Caronte (a 22000 Km) nas fronteiras internas do Sistema Solar. A temperatura em ambos é de cerca de 45 Kelvin (-228ºC). É uma ironia que os seus nomes sejam, desde a Antiguidade, associados aos calores infernais. Em cima observa-se a galáxia M31 quase a 3 milhões de anos-luz de distância.

Actualmente, muitos consideram Plutão como sendo um planetóide, o maior da cintura de Kuiper formada por milhões de corpos que circundam o Sistema Solar para além de Neptuno (ainda mais longe encontra-se a nuvem de Oort).

janeiro 06, 2004

Viagem IV

Neptuno
O maravilhoso azul impossível de Neptuno. Se tivesse de escolher um só planeta azul, seria este.