Mostrar mensagens com a etiqueta micro-contos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta micro-contos. Mostrar todas as mensagens

maio 20, 2004

Micro-narrativas

A blogoesfera é composta por autores, uma intricada rede de blogs e leitores. Apesar da necessidade do emissor por receptores não ser tão forte como nos media, qualquer autor gosta de leitores interessados. Isto ocorre principalmente nos blogs "profissionais" mas não deixa de reflectir-se nos alternativos menos atraídos pelas estatísticas da Technorati. Esta dinâmica favorece descrições sucintas, sem rodeios, com o menor número possível de palavras. Textos longos são lidos em diagonal, o olhar fixa-se nas poucas linhas que encerram "mensagens de sucesso".

Na literatura existem diversas micro-narrativas que exploram os limites da linguagem escrita. Pouco se explica confiando na interpretação alheia. A história contida nesse micro-relato é tão versátil quanto a imaginação voluntariosa do leitor. Tarefa arriscada quando destinado a um público amplo mas atraente pelo espartilho de simplicidade que promove. Entre os exemplos tradicionais encontramos os aforismos, os poemas Haiku, os Koan. Actualmente, destaco as Greguerías de Ramón Gomez de la Serna, os Contos de Gin Tonic do Mário Henrique Leiria e na blogoesfera, as Mil e uma pequenas histórias de Luís Ene. Até se encontram conselhos para esta nova-velha arte.

abril 14, 2004

Aos Georges Bushes (VIII)

"As diferenças?"
"O simples não é básico, o complexo não é complicado."
"O que faço das respostas básicas a perguntas complexas?"
"Desconfia."
"E respostas simples a perguntas complicadas?"
"Escuta."

março 29, 2004

Novo ponto na Blogoesfera

Um dicionário de silêncios. Eis um projecto que tanto quanto sei ainda não se fizera. Apesar de desconhecer os motivos dessa ausência, eu e o João do Estranho Amor iniciámos um.

Há silêncios que não se perdem se os quebrarmos. Espero que este assim seja.

[adenda, Julho 2009] O Dicionário de Silêncios terminou em Março de 2006. Parte do seu conteúdo, os 100 contos finais, estão a ser revistos e republicados no blog Soslaio.

março 09, 2004

Pequeno contributo a género quase anónimo

Os dias são os cabelos do Século.

A borracha, némesis do lápis.

Uma folha vazia é um conto por contar.

Se a moral fosse gravidade, os santos modernos seriam astronautas.

O excesso de equilíbrio é desiquilíbrio.

Escrever cortando palavras (disse-o O'Neil), filmar cortando imagens (disse-te alguém).

O branco, estória de todas as cores.

[1,2,3] Greguerías - humor e metáfora de mãos dadas

outubro 17, 2003

Um Gin Tonic p.f.

"Senhor Comendador, nunca subestime o poder da Estupidez!"
- disse, sentado, com a convicção que lhe restava.
Depois caiu-lhe a cabeça, nada mais havia a dizer...

ps: um bem haja para ti, Mário Henrique Leiria