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abril 04, 2006

As duas cidades

Na busca de um uniforme que nos limite, as histórias antigas vestiram de castigo o episódio de Babel. Para desmotivar o Homem a construir um acesso aos céus, Deus multiplicou as línguas impedindo a comunicação entre as pessoas e bloqueando, assim, a ambição humana. Mas bloquear é atrasar apenas. O dito castigo, ocorrido nessa cidade dos homens chamada Babilónia, foi uma benção de diversidade, um abrir de visões do mundo que ajudou, muito tempo depois, a abrir portas que talvez nunca sequer fossem imaginadas se vivêssemos numa qualquer cidade de Deus.

maio 10, 2005

Suporte

A lenda da Antiguidade que afirmava o mundo sustido por uma tartaruga, sustida ela própria por uma tartaruga maior dá-nos, com a sabedoria polida do mito, o paradoxo do alicerce. Onde se sustém a matemática que sustém a ciência e a tecnologia que sustêm a civilização? O paradoxo (como todos os paradoxos) diz-nos para olhar além dele. Mas para onde?

setembro 17, 2004

Glossolalia

O episódio biblico da Torre de Babel relata como os descendentes de Noé desafiaram o poder de Deus, ao iniciar uma construção para atingir os céus. Para impedir tal esforço, Deus deu a cada homem uma lingua diferente, impossibilitando a comunicação e, assim, malogrando o projecto. Fica a dúvida de saber se o castigo se deveria ao pecado da soberba ou teve o intuito de minar a confiança do homem na sua própria capacidade. Mas o castigo trouxera algo positivo: a variedade linguistica destruida no Dilúvio. De um acto fanático de poder surgira uma semente de diversidade e uma renovada força. Não são os deuses a escrever direito por linhas tortas. Nós é que lemos qualquer tipo de folha.
A construção da Torre de Babel
A Torre de Babel - Peter Breugel

ps: Este mito, aparentemente, derivou da construção de um enorme zigurat, na cidade da Babilónia, cuja construção foi retida por uma insurgência social. No século VI a.C., o Rei Nabucodonosor concluiu a construção desse zigurat (tinha noventa metros de altura numa base de um hectare) terminando a famosa "Torre de Babel".

março 31, 2004

Sedna, ou, Como se passa de 9 para 8 planetas descobrindo outro

Sedna é o objecto mais distante do Sistema Solar jamais observado (a imagem da esquerda mostra a orbita do planeta em relação ao resto do sistema solar). A temperatura estimada à superfície deste corpo celeste é tão baixa (cerca de -240ºC) que o nome escolhido no baptismo foi a da deusa (imagem da direita) das criaturas marinhas dos esquimós Inuit.

A sua descoberta veio equacionar novamente qual a definição de planeta. Este conceito pode ser analisado sobre diversos critérios: 1) Um planeta é um corpo esférico? O Sol também é, (2) É um corpo que absorve mais energia do que aquela que emite? Nesse caso, Jupiter e Saturno não seriam planetas. (3) É um corpo com uma massa dentro de um intervalo [X,Y]? Esta parece ser a forma "menos má" de classificar planetas. Por um lado temos o problema das fronteiras (e se aparece um corpo com X menos 1 grama? Já não é planeta?) bem como existirem satélites maiores que corpos ditos planetas (por exemplo, a Lua é maior que Plutão).

Este conceito não é essencial para a Ciência mas é conveniente haver um termo relativamente objectivo para classificar os corpos do Sistema Solar (planetas, satélites, planetóides, asteróides...). Muitos cientistas consideram que Plutão não é um planeta (bem como Sedna). A descoberta de Sedna vem colocar novamente a questão que não são dez os planetas que orbitam em redor do Sol, nem sequer são nove, são oito.

fevereiro 25, 2004

Aos Georges Bushes (V)

Quando te olhares ao espelho não esqueças Procustes, que mutilava as vítimas ajustando-as às dimensões da mesma cama.

fevereiro 20, 2004

Viagem IX

A Lua e a Terra
A face iluminada da Lua (a 3800 Km) surge enquanto a Terra, tão silenciosa a esta distância, começa a mostrar o Sol. Entre estes corpos, vislumbram-se Mercúrio e Vénus.

Lua é o nome latino de Selena, a deusa grega favorita da maioria dos poetas. Na realidade, é um planeta sem atmosfera, sem vida e sem actividade geológica. Porém, há quem considere que foi essencial no desenvolvimento da vida, com a sua influência gravítica sobre a Terra (que produz o fenómeno das marés - atenção, nada de astrologia!). O website Bad Astronomy apresenta informação relevante sobre a Lua (e sobre a astronomia em geral) desmistificando um conjunto de lugares comuns.

fevereiro 13, 2004

Viagem VIII

Sirius
Vénus (a 44 mil Km) diante das centenas de milhar de estrelas visíveis da Via Lactea (retirei as nuvens sulfúricas que cobrem e literalmente assam o planeta, para se observar melhor o seu relevo).

Vénus é o nome latino de Afrodite, deusa do amor. Talvez este seja o nome mais irónico do panteão mitológico no Espaço. O planeta possui temperaturas capazes de derreter o chumbo e pressões atmosféricas 90 vezes maiores que a nossa. Um poderoso exemplo da capacidade do efeito de estufa.

setembro 16, 2003

Perspectivas II



Mercúrio a passar pelo Sol, a alguns milhões de Km de distância [Foto de Stefan Seip]

Como curiosidade Mercúrio era conhecido, no antigo Egipto, como Thoth um deus associado ao conhecimento, inventor da fala, da escrita e da aritmética.