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abril 06, 2009

Muralha

Como aceitar a liberdade e, daí, o único que há em nós, e não ser esmagado pelo oceano de diferenças e responsabilidades, lá fora, entre o vazio e os outros?

janeiro 19, 2009

Fronteira

O que é nosso no domínio da mente? O que faz uma ideia, um argumento, uma crença ser minha ou tua? Que diferença há entre o original e o aprendido? Por exemplo, as palavras que uso, a gramática que as arruma, foram-me ensinadas e são a partilha que nos une. As frases que escrevo são minhas. Mas entre elas e a informação lá contida, onde se desenha a fronteira da originalidade? Excepto do trivial de um plágio, o que dizer de usar a estrutura de um mito ou de uma história universal? Se reescreve-se Romeu e Julieta ou o Quixote a partir de que arte ou de que diferenças passaria a ter mérito nessa obra revisitada? Na complexa rede de ideias e conceitos, como julgar onde se cruzam a recriação e o inexplorado?

dezembro 22, 2008

Maquilhagem

Quem está à frente deste espelho? Somos máscaras sobrepostas e, mesmo sem pensar, agimos perante elas quando lidamos com outros. Com quem falamos quando compramos o jornal? Quem é esse aluno ou professor do lado oposto de um exame? De onde vem o sorriso do vendedor? Em quem votamos? Que parte amamos dessa pessoa ao nosso lado? E, se após a realização de uma experiência impossível, tirássemos todas as máscaras, o que sobraria para reflectir no espelho que ainda observo?

abril 30, 2008

Limites

Fará sentido perguntar, no âmbito da Ciência, o que é um dado conceito? Por exemplo, a carga eléctrica dos electrões e protões. Construímos um modelo muito fiel da electricidade, somos capazes de elaborar sistemas eléctricos complexos cujo comportamento entendemos e controlamos, conseguimos explicar miríades de fenómenos relacionados. Mas o que é a carga eléctrica? Terá esta tentativa de interrogação uma resposta?

maio 17, 2007

Nada

Como é possível não querer ler? Passar pela vida e, podendo, escrever nada?

janeiro 17, 2007

Brisa

Da cordilheira de objectos, crenças e hábitos que acumulas o que segue contigo no caixão? E do resto, o que fica?

outubro 24, 2006

Opção

Qual a diferença entre omissão e acto? Porque não agir quando se deve é melhor, nesta sociedade, que agir quando não se deve?

junho 27, 2006

Rotação

Por muito difícil ou entediante cada ano teu que passa, o que deixas? Que momentos guardas, quais os humores distintos que te atravessam e que esquecerás por descuido? Para que armazenar uma vida, única sempre mas que te parece a mesma dos outros? Mesmo perdendo todos nessa perda, a resposta, havendo-a, serás tu a dá-la.

fevereiro 10, 2006

Olhar

Para atribuir semântica necessito do referente, o objecto concreto ou abstracto que se torna imagem dos nossos olhares. Quando escrevo «árvore» concedo um significado originado num género de seres vivos que identificamos como tal. Mas não será a presunção de existência desse objecto parte da semântica dada? Para uma formiga ou um extraterrestre fará sentido esse objecto árvore por nós destacado?

outubro 18, 2005

Divisória

O que me impede de sofrer a tua dor? Onde estão as comportas que a detêm? Qual o custo de as abrir, sabendo nós dos mil outros ao nosso lado? Que arquipélago é este e qual o mar que o limita?

setembro 20, 2005

Explicação

Magritte - Listening Room

Que mundo responde à explicação que escolhes? Nessa preferência, quais as respostas ganhas e quais as perdidas? Que perguntas sobrevivem ao sucesso que abraças?

julho 20, 2005

Ponto

Entre as infinitas fronteiras do misticismo e a aridez do cepticismo absoluto, onde nos devemos sentar para beneficiar dos melhores horizontes?

julho 11, 2005

Auto-retrato

O que dentro de nós nos compõe? A que distância, lá fora, está o mundo? Os medos coleccionam e classificam-nos. Quantos temos pavor da dor?, pânico da solidão?, do ridículo? Como pintar o quadro destas fobias, sair dele e observar as linhas finas de um rosto, nosso, desvendado? Como, se nunca passarmos os receios que restringem (educam) o possível do social que nos fez gente?

junho 23, 2005

Troco

Assusta-nos a ideia que o mundo seja injusto. E se fosse ao contrário? Se tudo o que somos fosse a medida exacta do que já fizemos? Qual destes mundos seria maior fonte de desespero?

março 01, 2005

Ser

O que somos? Quantos possíveis nos fazem? Que santos e monstros se encerram no eventual da vida humana? Como ter certeza da nossa moral, dependente que está no mundo de fora? Como garantir aos outros o eu que lhes dou?

dezembro 06, 2004

Oposição

Os opostos vivem um do outro. Como ter dúvidas num mundo sem certezas, ser livre sem preconceitos, hesitar sem abismos?

novembro 25, 2004

Valor é...

O valor é a abstracção da necessidade. Porquê exigir sempre mais dos outros e do mundo, se esse excesso apenas é progressiva escravidão?

novembro 09, 2004

Balança

Quando seguramos algo, o que nos aproxima mais da morte? A posse ou o desprendimento?

novembro 08, 2004

novembro 04, 2004

Custo

Qual será o custo deste teu sorriso?