fevereiro 26, 2007
fevereiro 23, 2007
fevereiro 22, 2007
Mensageiro
Por João Neto às 07:50
fevereiro 16, 2007
Delegação
Nada disto, em princípio, exige democracia. Desde que as instituições sejam de facto independentes, imparciais e não arbitrárias, uma sociedade pode controlar a sua violência potencial e, assim, ser estável. Mas, deixadas sem controle, sem uma fiscalização e vigilância externas, sem a possibilidade de substituição cíclica, o abstracto destas instituições torna-se numa rede de interesses pessoais que, após se cristalizar, tende a perder as características que a justificam e, também, tende a extender o conceito de violência para abarcar, no seu monopólio, outras situações não justificáveis (como o proliferar de crimes sem vítimas, o erodir da liberdade de expressão, o impor de uma única matriz de crenças aceitável). Também isto pode ocorrer em democracia mas torna-se impossível uma cristalização permanente (excepto, talvez, nesta instância de Justiça).
Por João Neto às 18:09
fevereiro 14, 2007
Invariantes
[Segue um resumo desta página: www.snopes.com/quotes/goering.htm]
Sweating in his cell in the evening, Goering was defensive and deflated and not very happy over the turn the trial was taking. He said that he had no control over the actions or the defense of the others, and that he had never been anti-Semitic himself, had not believed these atrocities, and that several Jews had offered to testify in his behalf. If [Hans] Frank [Governor-General of occupied Poland] had known about atrocities in 1943, he should have come to him and he would have tried to do something about it. He might not have had enough power to change things in 1943, but if somebody had come to him in 1941 or 1942 he could have forced a showdown. (I still did not have the desire at this point to tell him what [SS General Otto] Ohlendorf had said to this: that Goering had been written off as an effective "moderating" influence, because of his drug addiction and corruption.) I pointed out that with his "temperamental utterances," such as preferring the killing of 200 Jews to the destruction of property, he had hardly set himself up as champion of minority rights. Goering protested that too much weight was being put on these temperamental utterances. Furthermore, he made it clear that he was not defending or glorifying Hitler.
We got around to the subject of war again and I said that, contrary to his attitude, I did not think that the common people are very thankful for leaders who bring them war and destruction."Why, of course, the people don't want war," Goering shrugged. "Why would some poor slob on a farm want to risk his life in a war when the best that he can get out of it is to come back to his farm in one piece. Naturally, the common people don't want war; neither in Russia nor in England nor in America, nor for that matter in Germany. That is understood. But, after all, it is the leaders of the country who determine the policy and it is always a simple matter to drag the people along, whether it is a democracy or a fascist dictatorship or a Parliament or a Communist dictatorship.""There is one difference," I pointed out. "In a democracy the people have some say in the matter through their elected representatives, and in the United States only Congress can declare wars.""Oh, that is all well and good, but, voice or no voice, the people can always be brought to the bidding of the leaders. That is easy. All you have to do is tell them they are being attacked and denounce the pacifists for lack of patriotism and exposing the country to danger. It works the same way in any country."
Por João Neto às 13:03
fevereiro 12, 2007
Diluir
Por João Neto às 09:54
fevereiro 09, 2007
Duas medidas
Por João Neto às 13:45
fevereiro 07, 2007
fevereiro 05, 2007
Memória

Por João Neto às 09:58
fevereiro 02, 2007
Nada é sagrado, nada é de graça
Por João Neto às 18:12
fevereiro 01, 2007
janeiro 29, 2007
Equivalências
Por João Neto às 12:46
janeiro 26, 2007
Balança
Por João Neto às 13:16
janeiro 22, 2007
Confronto
Por João Neto às 08:02
janeiro 19, 2007
Propriedade
Por João Neto às 14:44
janeiro 17, 2007
janeiro 16, 2007
Transacção
Por João Neto às 17:56
janeiro 12, 2007
Cultura e Genética (última parte)
Finalmente, existe uma óbvia selecção que favorece um melhor conhecimento do ambiente. Mas foi isto obtido através do aumento geral da inteligência ou a partir do desenvolvimento de um módulo mental específico? Em favor desta segunda opção, pode-se argumentar que todas as sociedades humanas partilham certas ideias do mundo natural. Primeiro, todos os seres vivos pertencem a um, e a um só, «tipo natural». Um animal é um cão ou um gato e por aí fora, necessita pertencer a uma espécie (não a zero nem a duas) e não muda de espécie. Segundo, partilhamos a ideia que os tipos naturais podem ser classificados hierarquicamente. Por exemplo, um cão e um leão são 'comedores de carne' (e não 'comedores de folhas'), mamíferos (não são repteis ou peixes) e animais (não são plantas). Estas atitudes humanas generalizadas podem reflectir uma predisposição inata. Em alternativa, elas podem ser universalmente aceites por serem praticamente verdade e seriam aprendidas pelas várias sociedades humanas devido representarem conhecimento importante. Um segundo argumento em favor de um módulo mental específico é a facilidade com que as crianças adquirem estas crenças.
Voltando ao argumento, o aumento do cérebro humano nos últimos cem mil anos foi associado com um aumento das três inteligências: social, técnica e de história natural. Porém, elas eram relativamente independentes. Milthen sugere com o advento da linguagem, incluindo a gramática, evoluiu também neste período. Apesar de ser difícil sugerir uma data mais precisa, a explosão cultural dos últimos 50.000 anos, que levou a um acumular progressivo de conhecimento, pode ter coincidido com o terminar da separação destes três módulos, acção na qual a linguagem terá tido um papel fundamental. Com a linguagem é possível estabelecer e comunicar aos outros analogias entre os três processos mentais (usamos a mesma gramática para falar de conceitos relativos dessas três áreas). Se este argumento estiver certo, devemos à linguagem o ter-nos libertado do conservadorismo que durou um milhão de anos durante o Paleolítico Inferior e colocar-nos no caminho da evolução cultural que se seguiu.
[adaptado do livro The Origins of Life de John Maynard Smith e Eörs Szathmáry]
Por João Neto às 15:11
janeiro 11, 2007
Caminhos
Por João Neto às 19:05
janeiro 08, 2007
Pós
Por João Neto às 09:02
janeiro 05, 2007
Cultura e Genética (parte V)
O arqueologista britânico Steven Mithen no seu livro A pré-história da mente de 1966 tenta uma resposta. A essência do seu argumento é a seguinte: A mente humana é realmente modular como sugerido por estudos de competência linguística. Durante a maior parte da evolução humana, estes módulos aumentaram de eficiência mas mantiveram-se, em larga medida, separados uns dos outros. A linguagem surgiu inicialmente como função social de comunicação mas providenciou um meio no qual essas barreiras podiam ser derrubadas. A explosão de criatividade dos últimos 50.000 anos resultaram do eliminar dessas barreiras. Mithen supõe a existência de três módulos mentais cujo objectivo seriam lidar com a inteligência social, a inteligência técnica e a história natural (i.e., o conhecimento do ambiente, dos seus perigos e virtudes). [cont.]
Por João Neto às 19:27
janeiro 02, 2007
Correntes
Por João Neto às 18:11
dezembro 21, 2006
Refocagem
Por João Neto às 10:39
dezembro 18, 2006
Babel
Por João Neto às 13:46
dezembro 15, 2006
Cultura e Genética (parte IV)
Uma outra implicação da linguística é a noção da mente modular (cf. post anterior). Estudos sobre a linguagem e sua aquisição sugerem que a habilidade para falar não é um aspecto relacionado com a inteligência geral, mas sim uma competência específica. Como Noam Chomsky argumenta, nós temos um «orgão da linguagem». A evidência desta perspectiva levou à sugestão que o cérebro possui competências específicas para certos domínios. No jargão actual, diz-se que o cérebro é modular (conceito que tem sido reforçado em estudos neurológicos tanto em pessoas normais como em pacientes que perderam parcelas de massa cinzenta). [cont.]
Por João Neto às 15:06
dezembro 11, 2006
Expressão
Por João Neto às 11:27
dezembro 06, 2006
Diminishing Returns
Por João Neto às 09:05
dezembro 04, 2006
Foco
Por João Neto às 11:17
dezembro 01, 2006
Cultura e Genética (parte III)
Tanto o sistema genético como o sistema linguístico são capazes de transmitir um conjunto indefinido de mensagens construídas como sequências lineares baseadas num pequeno número de unidades diferentes. Na genética, a sequência das quatro bases (ACGT) especifica um grande número de proteínas que, por sua vez, especifica um número indefinido de morfologias. Na linguagem, a sequência de 30 ou 40 fonemas especifica muitíssimas palavras cujo arranjo (segundo uma dada gramática) permite elaborar um indefinido número de significados.
Richard Dawkins acentuou esta analogia ao introduzir o conceito de meme, uma unidade de herança cultural semelhante ao gene. Um meme, argumenta ele, é um replicador. Uma dada anedota, por exemplo, ao passar de A para B, forma uma representação no cérebro de B que pode ser visto como uma replicação da anedota original. Existe espaço para selecção: uma boa anedota replica-se mais facilmente que uma má. Claro que o sucesso da replicação depende da natureza da mente humana bem como do meio cultural onde ela existe. Mas o mesmo pode ser dito sobre os genes: o seu incremento depende do ambiente e do conjunto de outros genes que estão presentes. [cont.]
Por João Neto às 18:10