junho 27, 2010
junho 24, 2010
Insectos
Por João Neto às 13:56
junho 21, 2010
Adiar
Por João Neto às 10:18
junho 17, 2010
Reconstrução
* É através da educação que se dilui a diferença das classes sociais. O sistema de castas ainda existe nas sociedades modernas. Este mecanismo, mais subtil que as castas explícitas da Índia, cria muros invisíveis (por vezes nem tanto) entre pessoas de nascimentos distintos. Há círculos mais selectivos onde apenas é convidado quem tem pedigree aprovado e pouco mais que isso. A sua existência não se correlaciona com o poder económico. Entre certas comunidades ciganas e a linha de cascais, o mecanismo de exclusividade funciona de igual modo na selecção e filtro dos seus e que passa, variadas vezes, pelo berço. A educação compulsiva promovida pelo Estado é uma forma de contacto entre diferentes círculos e dota os elementos menos privilegiados de ferramentas que lhes permitem furar o seu círculo e misturar-se. Neste sentido, a educação é essencial a uma comunidade cosmopolita e republicana.(*)
* Uma boa educação deve estimular o pensar crítico da comunidade, ser o agente de transformação do rebanho informe em milhões de indivíduos. Uma comunidade assim encontra-se protegida contra vários tipos de propaganda. Quando a pessoa média for capaz de analisar e questionar o que lhe é dito, torna-se a vida mais difícil para as ideologias, para a incompetência ou para serem aceites aventuras financeiras ou militares várias.
Estas e outras vantagens fazem da educação um terraplanar de muros sociais, de preconceitos passados, para que seja possível erigir outros muros, como as defesas contra arbitrariedades futuras. Neste aspecto, educar é reconstruir.
(*) Mas estas castas podem combater a imposição do Estado. Os mais pobres impedindo a educação aos filhos, os mais ricos criando escolas muradas onde apenas entram crianças aceitáveis. Aqui há um dilema de difícil resolução para um espírito liberal.
Por João Neto às 10:14
junho 15, 2010
junho 14, 2010
Combate II
Por João Neto às 10:12
junho 10, 2010
Combate
Por João Neto às 10:11
junho 08, 2010
Domínios de Aplicação
Por João Neto às 10:09
junho 03, 2010
Velhices
Por João Neto às 10:08
junho 01, 2010
maio 31, 2010
Ecos e sombras
Por João Neto às 06:22
maio 28, 2010
Tratamento Preferencial
Por João Neto às 08:15
maio 25, 2010
Produto Completo
O génio da publicidade é vender a solução e o problema - George Orwell
Por João Neto às 11:20
maio 20, 2010
Sãos e normais
Por João Neto às 10:48
maio 17, 2010
Refocar
Por João Neto às 09:22
maio 16, 2010
Vaticano, 1999

L'Immaculée Conception avec les saints Anselme et Martin (1738)
En guise de première cible, la laïcité est naturellement un danger pour l'institution catholique: "Le sécularisme, en particulier, se révèle dangereux en raison de son indifférence à l'égard des questions ultimes et de la foi". Mais on savourera la désillusion de Wojtyla: "L'athéisme «pratique» est ainsi une réalité concrète amère", qui se poursuit par le constat de son étendue: "S'il est vrai qu'il se manifeste surtout dans les civilisations les plus économiquement et techniquement avancées, ses effets s'étendent également aux situations et aux cultures qui commencent actuellement un processus de développement".
Les athées sont qualifiés de "sots" en se référant à la Bible qui affuble aussi leurs actions des épithètes suivants: "Corrompues, abominables leurs actions; non, plus d'honnête homme" (Ps 14, 1). Mais un saut sémantique est opéré qui transforme les athées en idolâtres puisque ceux-ci ne reconnaissent pas "la vraie nature de la réalité créée" pour la "rendre absolue"; on voit mal pourtant en quoi cela relève de l'idolâtrie. Niant l'autonomie de l'homme, de la nature et de la science, JP2 présente l'athéisme comme une idéologie intolérante. A l'argument que la religion ne serait qu'une béquille de la pensée, il oppose avec véhémence que l'Église "refuse avec fermeté l'interprétation de la religiosité comme projection de la psychée humaine ou comme résultat des conditions sociologiques". Pour ensuite peiner à masquer le désespoir qui frappe les mystiques devant les conquêtes du rationalisme: "l'expérience religieuse authentique n'est pas une expression d'infantilisme." Une bonne connaissance des tares dont elle est accusée est une indication encourageante sur l'évolution future de l'Église.
Enfin, sur les causes de l'apparition de l'athéisme, le pape en rend les croyants coupables, seule pitance à sa disposition vu que les athées n'ont que faire de ses imprécations et menaces: "Le Concile a reconnu que, dans la genèse de l'athéisme, les croyants ont pu jouer un rôle, n'ayant pas toujours manifesté de façon adéquate le visage de Dieu". L'audience s'achève sur quelques raisons d'espérer, pour l'Église, que tout ne va pas si mal et que l'athéisme peut être combattu au moyen de son arme principale: le rationalisme! Le pape cède ainsi finalement à la récupération, qui est tant de mode, de tout et son contraire pour sauver une institution en perdition: répondre à l'athéisme "exige également une présentation correcte des motifs d'ordre rationnel qui conduisent à la reconnaissance de Dieu." La "science qui mène à Dieu" n'est qu'une impasse éculée et on ne saurait trop conseiller l'Église de s'y fourvoyer plus avant afin de la vider rapidement de sa substance...
Un dernier mot est adressé à ses "frères et sœurs" où il lâche ce que la fausse courtoisie de sa charge avait jusque-là retenu: "La Bible nous aide à comprendre que ceux qui veulent nier Dieu sont insensés et se laissent attirer par de vaines idoles." [http://www.atheisme.org/pape-atheisme.html]
Por João Neto às 10:34
maio 14, 2010
maio 10, 2010
Realidade
[... ] Truth is something “out there,” and the only sensible discussion is about the epistemic limitations of human beings, which make it so that we can rarely be certain of the truths we think we discover. We don’t create truth, we discover it (partially, under certain conditions, using some methods, of which science is certainly a primary one). [...] Science’s object, unlike religion, is not to help us figure a way out of nihilism — that’s the job of philosophy! Massimo Pigliucci post do blog Rationally Speaking
Por João Neto às 09:07
maio 06, 2010
maio 03, 2010
Excesso
Por João Neto às 10:33
maio 01, 2010
abril 29, 2010
Controlo
Por João Neto às 10:11
abril 26, 2010
Aproximação
Por João Neto às 10:09
abril 23, 2010
Promessas
Por João Neto às 10:04
abril 20, 2010
Leis
Por João Neto às 09:24
abril 13, 2010
Conquista
Por João Neto às 09:13
abril 08, 2010
Conflito
The idea of destiny responds to the need to find some organizing principle, a universal order behind the threatening chaos of the natural world. Its instinctual root is probably the feeling of insecurity, a cosmic anxiety, which craves for reassurance by «explanation», that is, the reduction of the strange and threatening to the familiar. In primitive religion this is achieved by explaining the forces of nature through animism and personification. [...] About 1600 the character of destiny underwent a change. A new method of explanation arose in the measurements of the quantitative aspects of things and the formulation of their rules of interaction. Many phenomena which had appeared different in kind proved to be explainable in differences of degree. The success of this method meant that the organizing principle of the universe could now be more satisfactorily explained in therm of these quantities and relations. Deity, whose human passions had gradually decreased with increasing wisdom, now became entirely de-personalized. The idea of enforced order, «fastened around man's neck» remained untouched, but the seat of the organizing power had been shifted. The gods had been supermen, extrapolations of an ascending scale; atoms and electrons were subhuman, extrapolation of a descending scale. Destiny which had operated from above now operated from below." Arthur Koestler, The Yogi & The Commissar II.
Por João Neto às 08:05
abril 05, 2010
Evolução
O importante para este texto é a constatação de que há comportamentos em adultos similares a esta proto-ética. Um exemplo. Num campeonato de matemática que organizei, há uns anos, aconteceu haver 200 livros para oferecer a 250 alunos participantes. Houve professores que sugeriram que, como não poderíamos dar um livro por aluno, para não ferir susceptibilidades (das crianças, imagino), mais valia não dar qualquer prémio de participação. Isto, para mim, é o raciocínio mental típico de uma criança. Era evidente que apenas os 200 melhores classificados levariam prémio de participação, ou seja, havia um critério objectivo e justo para a atribuição dos referidos livros e devia ser aproveitado. Esta segundo opção é tão evidente, e de tal modo mais apropriada, que fiquei surpreendido que alguém quisesse preteri-la pela primeira opção. Mesmo que não houvesse um critério hierárquico evidente, como a classificação do campeonato, haveria sempre o recurso ao aleatório. Ao quebrar a causalidade, uma lotaria garante a eliminação de vários critérios preferenciais e injustos. Uma lotaria para entregar 200 prémios a 200 de 250 crianças é sempre melhor que negar tudo a todos por incapacidade de recompensar a todos por igual. A ética é um exercício sobre recursos limitados, não é um tudo ou nada resultante do confronto entre o real e a fantasia.
Por João Neto às 15:16




