julho 02, 2004
Fronteiras III
Por João Neto às 08:47
junho 30, 2004
junho 29, 2004
O Barco dos Loucos
Por João Neto às 08:56
junho 24, 2004
Prêt-à-porter II
Por João Neto às 08:19
junho 22, 2004
Prêt-à-porter
Por João Neto às 09:17
junho 21, 2004
Física e Computação: Qual é a ponte? Quais são as margens? (última parte)
- As recentes ligações entre sistemas dinâmicos e a computabilidade. Por um lado as questões da Teoria da Computação passam a ser relevantes em outros domínios físicos. Também as características dos sistemas dinâmicos (como a teoria do Caos) tornam-se mais próximos da computação. Há sistemas dinâmicos cuja capacidade de computação convive com a existência de órbitas estranhas e comportamentos caóticos.
- A complexidade emergente de um conjunto de interacções simples pode trazer respostas fundamentais sobre variados processos naturais. Mesmo se a Tese de Church Estendida for válida, a emergência produzida pela interacção de um enorme número de unidades simples pode ser suficiente para a resolução efectiva de muitas instâncias de problemas exponenciais.
- A aleatoriedade inscrita na Matemática (descoberta por Chaitin) pode criar outros contactos entre a computação, os processos estocásticos e a dinâmica quântica.
- A possível construção de uma nova visão científica baseada nos números discretos (defendida por Zuse, Fredkin e Wolfram no livro “A New Kind of Science”) pode libertar as teorias matemáticas e os modelos físicos dos números reais. Uma consequência deste facto seria aproximar a visão da Física à visão da Computação, salientando outros contactos entre estas duas disciplinas (ainda) misteriosamente interligadas.
Por João Neto às 08:40
junho 18, 2004
junho 17, 2004
junho 15, 2004
Física e Computação: Qual é a ponte? Quais são as margens? (parte II)
Existem investigações sobre MST capazes de executar hipercomputações (i.e., computações para lá do limite das MT). Uma familia dessas máquinas baseia-se no uso de reais. Os números reais possuem uma longa história de sucesso na Matemática. São o alicerce do cálculo, ferramenta indispensável na teoria de Newton e na maioria das teorias físicas. Os modelos da Física usam reais para representar a nossa imagem do Mundo. Desta forma, os construtores deste tipo de MST defendem-se por utilizarem a mesma bagagem conceptual usada da descrição da realidade. Mas será isto uma atitude defensável? Os reais são conceitos abstractos. Da mesma forma que o círculo ou a recta são idealizações úteis para o geómetra, os reais são idealizações úteis para o físico. Nem os círculos nem os reais existem a não ser, talvez, como ideais platónicos. Não possuem correspondência na realidade, cujas pistas providenciadas pela Ciência moderna apontam cada vez mais para a essência discreta da Natureza. Qualquer modelo é apenas um reflexo distorcido da realidade. O contínuo é uma aproximação do discreto, uma ferramenta conceptual capaz de simplificar teorias cientificas mas que pode adulterar conclusões se for levada aos seus extremos lógicos. Existe um limite para o qual as abstracções não são concretizáveis.
Por João Neto às 09:09
junho 14, 2004
junho 09, 2004
Física e Computação: Qual é a ponte? Quais são as margens? (parte I)
Num outro caminho, no fim do Século XIX, começavam a surgir diversas pistas que obscureciam o sucesso sem precedentes da Física. A precessão de Mercúrio não era explicável pela teoria de Newton; a radiação do corpo negro, um problema posto por Kirchhoff, não podia ser resolvido convenientemente pela Física da altura. Esses e outros eventos levaram à construção da Teoria da Relatividade e da Teoria Quântica, revolucionando totalmente a Física dos últimos 100 anos.
Em 1993 descobriu-se que usando somente as leis de Newton, existem situações gravitacionais com N corpos que não seguem um padrão simulável num computador. isto é, demonstrou-se que o cálculo dessas órbitas não são computáveis pela MT! Porém, ao usar efeitos relativistas, as órbitas recaíam novamente no domínio da Tese de Church. Não é uma questão explicável pela noção de caos (o efeito permanece se fornecermos ao sistema dados com precisão infinita). Ou seja, a Teoria de Newton viola a Tese de Church-Turing. O que significa isto? Poderemos usar a Tese de Church como elemento falsificador de teorias científicas? Um modelo teórico pode ser invalidado se for encontrado um fenómeno não computável pela MT? A Tese de Church não pode ser violada por modelos físicos? Toda a Física tem de ser computável? Estas questões terão respostas muito diferentes de físicos e filósofos, mas o facto da pertinência da pergunta já é suficientemente interessante para uma investigação mais profunda.
Por João Neto às 13:02
junho 08, 2004
A redenção são os outros
Por João Neto às 08:29
junho 07, 2004
Aproximação
Por João Neto às 08:38
junho 03, 2004
Abducção
- Axiomas (verdades por definição)
- Regras de inferência (combinam verdades para produzir mais verdades)
Mas a Matemática também se faz de pessoas. E nem sempre a dedução é o único processo utilizado. Em vez dos constante pequenos passos sobre a luz de um sistema axiomático, dá-se ocasionalmente enormes saltos no escuro. E no seio do desconhecido encontra-se uma potencial verdade (uma conjectura) de 20Kg à qual a nossa teoria de 10Kg não permite validar e para a qual é necessário recriar, expandir (ou mesmo deitar fora) a teoria utilizada. Muitos destes saltos são processos de indução (que já aqui referi) ou de abducção (palavra introduzida por Charles Peirce). Enquanto a indução diz:
A1 é B
A2 é B
A3 é B
--------------------------
Logo todos os Ai são B
A abducção diz:
Se ocorre C então ocorre D
Ocorreu D
--------------------------
Logo ocorreu C
Ambos os raciocícios podem produzir conclusões erradas. No entanto estes raciocinios fazem parte integrante da forma como construímos explicações do Universo. Mesmo que as conclusões não sejam verdadeiras per si (tendo de se validar por meios dedutivos ou estatísticos), Peirce argumentou que a indução e a abducção fazem parte de uma "lógica" da descoberta. Este processo seguiria os passos seguintes:
1) Observação de um problema não previsto pelas Leis em vigor (ou de uma conjectura de 20Kg sobre uma teoria de 10Kg)
2) Abducção de uma hipótese nova (que leve a uma teoria com 20Kg ou mais) para explicar (1)
3) Teste indutivo com experimentações para validar determinadas propriedades de (2)
4) Confirmação dedutiva de (1) a partir de (2)
Para Peirce a abducção era restrita à geração de hipóteses explanatórias (servindo apenas no passo (1) da descoberta científica). Posteriormente foi generalizada como um tipo de inferência - se não válida - pelo menos tão criativa como a indução.
Por João Neto às 08:47
junho 01, 2004
K.O. Técnico
Por João Neto às 08:21
maio 31, 2004
Machina ex homo
Por João Neto às 08:38
maio 28, 2004
maio 26, 2004
Majorantes
"A sanidade mental não é uma questão estatística" - George Orwell, 1984
Por João Neto às 08:21
maio 25, 2004
Fronteiras II
Por João Neto às 08:47
maio 24, 2004
maio 20, 2004
Micro-narrativas
Na literatura existem diversas micro-narrativas que exploram os limites da linguagem escrita. Pouco se explica confiando na interpretação alheia. A história contida nesse micro-relato é tão versátil quanto a imaginação voluntariosa do leitor. Tarefa arriscada quando destinado a um público amplo mas atraente pelo espartilho de simplicidade que promove. Entre os exemplos tradicionais encontramos os aforismos, os poemas Haiku, os Koan. Actualmente, destaco as Greguerías de Ramón Gomez de la Serna, os Contos de Gin Tonic do Mário Henrique Leiria e na blogoesfera, as Mil e uma pequenas histórias de Luís Ene. Até se encontram conselhos para esta nova-velha arte.
Por João Neto às 09:27
maio 18, 2004
maio 17, 2004
Fluxo
Por João Neto às 09:21
maio 13, 2004
Ao racista interessado:
Por João Neto às 13:41
maio 11, 2004
maio 10, 2004
O Ovo da Serpente
Por João Neto às 09:39
maio 06, 2004
Aos Georges Bushes (X)
Que seria da virtude sem o vício? Num mundo sem sexo como exerceria o casto a sua hipocrisia?
Por João Neto às 09:19
maio 04, 2004
Diferenças
Existe igualmente uma diferença qualitativa: a consciência do eu, a análise dos próprios comportamentos, a capacidade de auto-crítica. Esta diferença não serve para responder a perguntas mas para questionar essas mesmas perguntas. Sem ela, é conveniente aceitar a moralidade imposta pela sociedade. É preferível não reler o que já vem acompanhado por algo parecido a uma resposta. É fácil acreditar no branco/preto, no que nos dizem que é certo ou errado, no bom e no mau, o que deve ser ou não censurado.
É verdade que para vivermos em democracia existe a aceitação implícita de um contrato social: cada um de nós transfere um pouco dos seus possíveis para vivermos segundo um padrão de direitos partilhados. Mas nesta transferência não se tem de passar o "eu" para a sociedade. A Ética individual não se esvai na moral actual (que tanto muda). A crítica não tem de parar na convenção do que é errado. O olhar não deve reflectir-se no verniz dos preconceitos. Esse esforço, o esforço que realmente nos destingue dos animais é nosso, nunca dos outros. É um preço demasiado alto a pagar quando decidimos encher de ócio, tédio ou ódio o que nos sobra destes dias que tanto correm.
Por João Neto às 14:19
maio 03, 2004
Viagens
Por João Neto às 11:26






