Percepção e Cultura
Morrerás em breve. É incontestável. E quanta verdade morrerá contigo sem saberes que a sabias. Só por não teres tido a sorte de num simples encontro ou encontrão ta fazerem vir ao de cima - Vergílio Ferreira
Por João Neto às 19:49 0 comentário(s)
Um ovo fertilizado não é uma pessoa. O adulto que resultou desse ovo é uma pessoa. O que aconteceu nesse intermédio? Existe um instante entre as duas anteriores afirmações em que se passou do estado de não-pessoa para pessoa? A resposta é simples: não. Procurar uma fronteira precisa neste assunto é uma missão equivocada. A noção de pessoa é gradual, não existe um conjunto suficiente e necessário de características objectivas que a determine. Resta-nos, assim, o consenso possível de uma definição.
Por João Neto às 15:26 0 comentário(s)
Por João Neto às 10:27 0 comentário(s)
Por João Neto às 10:21 0 comentário(s)
Alguns cartoons do Dilbert relativos a questões estatísticas:
Por João Neto às 21:54 0 comentário(s)
Por João Neto às 21:30 2 comentário(s)
Por João Neto às 16:48 0 comentário(s)
Por João Neto às 13:51 0 comentário(s)
Por João Neto às 15:40 0 comentário(s)
Por João Neto às 10:17 0 comentário(s)
Por João Neto às 10:09 0 comentário(s)
Por João Neto às 18:55 0 comentário(s)
Encontro-me de costas para os augures. Observo o voo das aves e nada nele vejo. Os pássaros vão atrás uns dos outros, naquelas nuvens que fazem, na confusão e chilrear que aprendemos quando crianças a reconhecer. Ficaram alguns instantes nisto, como treinados, pareceu-me no meu tédio, para demorar certo tempo e não mais. Acabado o exercício voltaram para as toscas casas de madeira de onde os tinham libertados dois jovens no silêncio e com os olhos no chão durante o tempo que este teatro demorou. Paro um pouco a olhar para o mais alto dos dois. A cicatriz geométrica no ombro nu revela a sujeição ao culto, um símbolo que o acompanhará pela vida, reduzida a abrir portas a animais, no passar de utensílios nos sacrifícios, talvez a satisfazer as outras necessidades destes homens espirituais. E antes dele, quantas outras cicatrizes iguais, quantas dedicadas à antiguidade do mistério. O mais velho dos bruxos levantou-se, a encenar uma majestade nos gestos, uma imitação forçada que tanto contrasta com a facilidade natural daqueles que nascem e crescem nas nossas famílias romanas. Seguiu-se a ladainha do costume que enche o jus augurum, premonições e avisos, sentenças com as variações treinadas pela prática. O futuro, os receios vagos e não respondidos do presente, algo do nosso passado conhecido nesta cidade. A minha esposa ouve, com fervor, a leitura dos auspícios, o olhar fixo nos lábios do velho, eu fixo nos dela, o seu querer reduzido perante o culto. Na minha vontade, rápida e fugaz sim porém real, um desejo de ter este desejo, de acolher vontades de um passado que não o nosso. Algo das profundezas do que somos, talvez. Mas de mim visível, apenas eu quase imóvel, a abanar a cabeça levemente a mais esta superstição, apenas e mais outro luxo que suporto. Tanto que foi dito nas linhas vazias e cruzadas daquelas aves. A lembrar-me de alguma coisa pensaria no cruzar que os interesses, as ambições, a fortuna que nos limita uns contra os outros, uns com os outros, tão misteriosas e convolutas, tão caprichosas como os simples desejos de alguns pássaros. Que sinais são estes que precisamos, nós Romanos, ainda reconhecer? E que presságios esperamos encontrar no furtuíto do mundo natural que não encontramos na nossa filosofia? No fim, antes de sairmos, retive a mesma pergunta que raramente partilho, "Onde estão essas vozes que Aquiles, que Odisseus seguiam? As vozes que tanto se preocuparam e escreveram os antigos."
Por João Neto às 21:59 0 comentário(s)
Por João Neto às 15:47 0 comentário(s)
Por João Neto às 21:21 0 comentário(s)
Se daqui a cem anos, assumindo que conseguimos evitar o colapso económico e ecológico global, como reagirão as pessoas à sociedade actual? Sendo optimista, listo alguns pontos que os poderiam revoltar:
Por João Neto às 20:51 0 comentário(s)
Por João Neto às 14:45 0 comentário(s)
Por João Neto às 15:46 0 comentário(s)
Por João Neto às 14:38 0 comentário(s)
Muitos historiadores e sociólogos do conhecimento afirmam com segurança que toda pesquisa é tendenciosa. Pergunto-me como esse fato foi descoberto. Não é tautológico ou mesmo autoevidente. Certamente foi preciso investigação -- isto é,pesquisa -- para descobri-lo. Mas na medida em que a pesquisa é tendenciosa, as conclusões a que ela chega não merecem confiança. Assim, essa conclusão, a de que toda pesquisa é tendenciosa, se correta, não tem de merecer confiança. E, naturalmente, se estiver incorreta, então também não merece confiança. Portanto, não merece confiança. Poderia ser verdadeira, mas não podemos ter boas razões para pensar que seja.
Jarret Leplin, A novel defense of scientific realism; Oxford University Press, 1997. [via Blog da Crítica]
Por João Neto às 08:45 0 comentário(s)
Se um governo vendesse periodicamente os tesouros nacionais para manter o nível de vida dos cidadãos que representa, a maioria consideraria, com razão, ser este um comportamento irresponsável e insustentável. No entanto, é exactamente isto que fazemos com as nossas reservas energéticas.
Por João Neto às 12:31 2 comentário(s)
Por João Neto às 15:38 0 comentário(s)
Por João Neto às 13:53 0 comentário(s)
Por João Neto às 17:44 0 comentário(s)
Por João Neto às 19:04 0 comentário(s)
Por João Neto às 15:45 0 comentário(s)
Por João Neto às 21:54 0 comentário(s)
Por João Neto às 07:31 0 comentário(s)
Por João Neto às 21:57 0 comentário(s)