junho 09, 2006
junho 06, 2006
junho 05, 2006
Termodinâmica
Por João Neto às 11:41 0 comentário(s)
junho 01, 2006
Efeito de Baldwin
Um cérebro plástico é capaz de se reorganizar, adaptando-se às alterações de um ambiente dinâmico. Este foi um novo mecanismo da evolução: o ajuste e a fixação pós-natal dos cérebros individuais. Os candidatos à selecção natural são agora as várias estruturas cerebrais que controlam e influenciam comportamentos e o processo de selecção é conseguido pela menor ou maior flexibilidade dos processos mecânicos geneticamente implantados no sistema nervoso. Esta capacidade, ela mesmo um produto da selecção natural, não só dá uma vantagem aos organismos que a possuem, comparado com outros cujo sistema nervoso está fixo, como se reflecte no processo de evolução genética, acelerando-o. Este é o fenómeno conhecido por efeito de Baldwin. Vejamos como funciona:
Seja uma população de uma dada espécie em que existe uma variação considerável de como os seus cérebros estão ligados (implicando, neste caso, uma variada gama de comportamentos) no momento do nascimento. Vamos pressupor que apenas uma das combinações possíveis permite obter uma vantagem evolutiva decisiva (cujo comportamento designamos de Bom Truque). Podemos representar isto na seguinte paisagem adaptativa (os dois eixos representam variações das duas variáveis genéticas consideradas relevantes neste exemplo; a altura dá-nos o grau de adaptação ao ambiente, ie, quanto mais alto melhor):

Suponhamos então que os organismos começam todos diferentes e, no decurso das suas vidas, modificam o seu comportamento 'navegando' na paisagem adaptativa graças à sua plasticidade. E devido às características do seu ambiente eles tenderão a orbitar perto do Bom Truque, dado que ele existe e, havendo possibilidade para tal, existe uma tendência para o aprender. Suponhamos que quem não aprende o Bom Truque tem uma grande desvantagem e que aqueles que, ao nascimento, começam longe do Bom Truque têm mais dificuldade em aprendê-lo (o esforço de aprendizagem é maior quanto maior for a distância a que se encontram). Ou seja, os individuos que nascem com os cérebros perto do Bom Truque têm mais possibilidades de sobreviver (e de se reproduzir) do que aqueles que nascem longe, mesmo não havendo no ambiente qualquer gradiente que favoreça essa distância (como se observa na figura anterior). Desta forma, na próxima geração há a tendência para que os cérebros da população estarem, ao nascimento, geneticamente fixados mais perto do Bom Truque (fazendo com que a aprendizagem das novas gerações seja progressivamente mais fácil). Este é o Efeito de Baldwin que, graças à plasticidade dos individuos que compõem a população, transforma a inicial paisagem adaptativa na seguinte:

[...] A transmissão cultural ao permitir que todos tenham acesso ao Bom Truque, maximiza e achata o cume da figura anterior tornando-o num planalto. Este planalto diminui a pressão sobre a população de fixar geneticamente esta redução de distância. Nas civilizações humanas onde ocorre uma enorme exploração de possibilidades e onde a comunicação e o ensino explicam, com eficiência exponencial, os diversos Bons Truques, esta pressão genética desaparece ou, pelo menos, é fortemente reduzida.
Por João Neto às 09:46 0 comentário(s)
maio 30, 2006
Preços
Um cérebro grande, como um governo grande, pode não conseguir realizar coisas simples de forma simples - Donald Hebb (1958)
Por João Neto às 13:16 0 comentário(s)
maio 29, 2006
Memórias, Padrões...
Por João Neto às 08:55 0 comentário(s)
maio 25, 2006
Criação
Por João Neto às 09:05 0 comentário(s)
maio 23, 2006
maio 22, 2006
Opções
Por João Neto às 15:05 0 comentário(s)
maio 19, 2006
Travessia
Por João Neto às 11:37 0 comentário(s)
maio 16, 2006
maio 15, 2006
Relatividade
Por João Neto às 11:23 0 comentário(s)
maio 12, 2006
Estabilidade
Admitir que uma sociedade totalmente honesta é instável pode ser, para alguns, uma má notícia. Porém, não devemos esquecer a implicação simétrica deste facto: uma população de mentirosos também é instável. Ela pode ser também invadida, não por um só honesto (que seria rapidamente explorado), mas por um grupo de indivíduos honestos que, por cooperação mútua, são capazes de prosperar num ambiente de traição constante. Este raciocínio leva-nos (com alguma liberdade matemática) a outro evento relacionado: um regime totalitário, pela exigência artificial de uniformidade, é igualmente instável. Existe sempre a tendência, em qualquer grupo e de forma mais ou menos velada, de manter abertas outras opções que as dominantes. Uma cultura intolerante, da mesma forma que uma profundamente tolerante, é muito permeável à dissuasão. A pressão social de um Estado totalitário sobre os seus elementos, com o objectivo de manter coesa a ideologia dominante, é, ao mesmo tempo, causa e consequência desse desejo de homogeneidade. E quanto mais energia for gasta para manter uma população isenta de diferenças, mais fácil se tornará a conversão dos seus elementos a outras possibilidades. A notícia que esse esforço seja, mesmo que a longo prazo, inútil é uma verdadeira boa notícia.
Por João Neto às 11:12 0 comentário(s)
maio 10, 2006
Cinzentos
Ser honesto ou falso não são os únicos resultados desse diálogo de máscaras que são as pessoas.
Por João Neto às 11:00 0 comentário(s)
maio 08, 2006
Resoluções Adiadas
Por João Neto às 10:20 0 comentário(s)
maio 05, 2006
Um Equilibrio Flutuante (última parte)
[adaptado do Freedom Evolves de Daniel Dennet, Penguin Books, 2003]
Por João Neto às 08:42 0 comentário(s)
maio 03, 2006
Paisagem
Por João Neto às 12:58 0 comentário(s)
maio 02, 2006
Sistemas Formais
Por João Neto às 13:26 0 comentário(s)
abril 28, 2006
Um Equilibrio Flutuante (parte IV)
Por João Neto às 08:20 0 comentário(s)
abril 26, 2006
abril 24, 2006
Engodo
Por João Neto às 13:27 0 comentário(s)
abril 20, 2006
Um Equilibrio Flutuante (parte III)
Por João Neto às 09:09 0 comentário(s)
abril 18, 2006
Construção
Por João Neto às 08:49 0 comentário(s)
abril 17, 2006
Incompletude
Por João Neto às 09:31 0 comentário(s)
abril 13, 2006
Um Equilibrio Flutuante (parte II)
Por João Neto às 16:58 0 comentário(s)
abril 11, 2006
Comparações
A Lei criminal está para a vingança como o casamento para o impulso sexual (já não sei quem o disse mas não discordo).
Por João Neto às 15:15 0 comentário(s)
abril 10, 2006
Percursos
Por João Neto às 10:20 0 comentário(s)
abril 07, 2006
Um Equilibrio Flutuante (parte I)
[adaptado do Freedom Evolves de Daniel Dennet, Penguin Books, 2003]
Por João Neto às 08:39 0 comentário(s)
abril 04, 2006
As duas cidades
Por João Neto às 17:33 0 comentário(s)
abril 03, 2006
Redução
Por João Neto às 11:00 0 comentário(s)


