junho 16, 2005
junho 14, 2005
Matemática vs. Ciência
Por João Neto às 14:58 0 comentário(s)
junho 09, 2005
Inércia
O normal é um intricado nó de convenções muito difícil de desatar.
Por João Neto às 08:41 0 comentário(s)
junho 07, 2005
Perda
Por João Neto às 10:11 0 comentário(s)
junho 06, 2005
Comédia
(só numa semana) Um presidente que aposta biliões de dólares no carvão para combater o desafio energético do futuro. Um senador que faz campanha numa mega-igreja ao lado de fundamentalistas religiosos (a dizerem-se uma ameaça ao Estado laico, a dizerem-se tolerantes mas chamando doentes mentais aos homossexuais). Empresas que proíbem os empregados de fumarem nas suas casas (fazendo análises periódicas à urina). Professores desaconselhados de usar tinta vermelha nas avaliações por ser traumatizante. A qualidade dos comediantes é também um reflexo da sociedade onde se inserem, e os do Daily Show são tão brilhantes como medonha é a aberração que alguns querem transformar os EUA.Por João Neto às 08:36 0 comentário(s)
junho 03, 2005
Diabolo

Por João Neto às 09:37 0 comentário(s)
junho 02, 2005
Errar é Humano
Entender não é desculpar. Desculpar não é esquecer. Esquecer é um erro.
Por João Neto às 14:32 0 comentário(s)
maio 31, 2005
Agir, mas...
Por João Neto às 15:22 0 comentário(s)
maio 19, 2005
Despotismo vs. Política (última parte)
Um início de sabedoria em política é a atenção aos sinais de mudança. Como teatro de ilusões, a política não se revela facilmente ao olho distraído. Realidade e ilusão são duas categorias centrais no estudo político. O problema começa logo nos nomes das instituições. O domínio mundial da nomenclatura ocidental – parlamento, constituições, direitos, sindicatos, tribunais, jornais – parece sugerir que o mesmo género de política se mundializou. Não podia ser mais diferente! Dois exemplos. No Japão existe a figura do 1º Ministro mas um estadista estrangeiro rapidamente se apercebe da limitação deste para executar políticas nacionais. Em 1936, Stalin promulgou a constituição mais avançada do mundo durante as gigantescas purgas da elite soviética através de tribunais falsos.
Há uma tendência para confundir a natureza da política, através de argumentos elaborados que nos convencem ser as nossas ideias melhores que a dos nossos antepassados. Todas as culturas acreditam que os seus valores são os correctos mas, hoje em dia, estamos estranhamente presos aos nossos preconceitos. A doutrina do progresso, por exemplo. A moda actual é rejeitar esta doutrina e salientar o quanto somos o reflexo da cultura presente. Esta aparente forma de cepticismo parece libertar-nos da arrogância anterior. Mas esta aparência é uma ilusão e uma falsa humildade, mascarando a convicção dogmática que a nossa própria abertura faz este relativismo humano superior ao dogmatismo do passado e à intolerância das outras culturas. Quem pensa e escreve sobre política deve avisar contra os perigos do paroquialismo. Este facto é tão verdade agora como sempre foi.
(adaptado do livro Politics de Kenneth Minogue)
Por João Neto às 12:58 0 comentário(s)
maio 17, 2005
Mistura
Por João Neto às 16:50 0 comentário(s)
maio 16, 2005
Igualdade
Por João Neto às 10:49 0 comentário(s)
maio 13, 2005
Despotismo vs. Política (parte III)
Um desses sinais é a distinção entre a esfera privada e a esfera pública. A esfera privada é aquela da família, da consciência individual, do conjunto de interesses e das escolhas pessoais de cada um. Esta vida privada não seria possível sem a estrutura pública do estado que garante um sistema legal apropriado. A política apenas sobrevive desde que este sistema entenda e respeite os seus próprios limites (senão caímos novamente num sistema despótico apolítico). Como Péricles referiu: "Somos tolerantes e livres nas nossas vidas privadas, mas nos assuntos públicos sujeitamo-nos às Leis". A fronteira entre público e privado encontra-se em constante mudança. A homossexualidade e a religião eram considerados assuntos públicos, agora são (maioritariamente) da esfera privada. É o facto de se reconhecer e respeitar esta fronteira que separa a política do despotismo. [cont.]
Por João Neto às 14:22 0 comentário(s)
maio 12, 2005
Separação
Por João Neto às 09:07 0 comentário(s)
maio 10, 2005
Suporte
Por João Neto às 09:32 0 comentário(s)
maio 09, 2005
Despotismo vs. Política (parte II)
O despotismo aflui tão naturalmente da conquista militar (onde a maioria das sociedades se originou) que a criação de uma ordem civil ou política é visto como um acontecimento assinalável. Os europeus conseguiram-no em três ocasiões e em duas delas a experiência colapsou. A primeira ocorreu nas cidades estado gregas, que se afundaram em despotismo após a queda de Alexandre. A segunda foi com os Romanos, cujo próprio sucesso criou um Império tão heterogéneo que só um poder despótico foi capaz de travar a sua desagregação. O falhanço da primeira destas experiências gerou o Estoicismo e outras filosofias de afastamento. A segunda resultou num ambiente propício para o crescimento de uma religião: o Cristianismo. Do Cristianismo e dos reinos bárbaros do ocidente surgiram as versões medievais de política que, lentamente, se desenvolveram nas políticas actuais, a terceira ocasião, que vivemos e não sabemos qual o seu destino final. [cont.]
Por João Neto às 08:52 0 comentário(s)
maio 06, 2005
Escolha?
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Por João Neto às 09:04 0 comentário(s)
maio 04, 2005
Reverso
Por João Neto às 11:07 0 comentário(s)
maio 02, 2005
Invariante de Alexa
Não há dinheiro, não há palhaços.
Por João Neto às 09:56 0 comentário(s)
abril 29, 2005
Despotismo vs. Política (parte I)
(adaptado do livro Politics de Kenneth Minogue)
O despotismo é uma categoria com grandes variações. De uma forma ou doutra, as civilizações não europeias têm sido quase invariavelmente geridas despoticamente. A imaginação ocidental, no entanto, tem geralmente repelido os déspotas – os cruéis faraós, os imperadores Romanos enlouquecidos (como Nero ou Calígula), os exóticos e longínquos imperadores da Índia e da China. Na Europa, o desejo pelo poder despótico tem de se disfarçar a si próprio. Várias vezes, povos europeus são seduzidos por formas embrulhadas em ideais (como o nazismo ou o comunismo soviético). Este facto deve recordar-nos que a possibilidade de despotismo não é remota nem no tempo nem no espaço.
Hoje define-se despotismo (como a ditadura e o totalitarismo) como uma forma de governo. Isto teria estarrecido os Gregos, cuja própria entidade (e senso de superioridade sobre os outros povos) era baseada na distinção que faziam de si em relação ao despotismo dos seus vizinhos a Este. O que os Gregos sabiam acima de tudo é que não eram orientais. Admiravam as culturas de impérios como o Egípcio ou o Persa mas, normalmente, desdenhavam a forma como eram governados. Chamavam a esses sistemas despotismo porque não eram diferentes da relação entre um mestre e os seus escravos. Consideravam intolerável a desigualdade entre os líderes e os cidadãos e, mais de dois mil anos depois, nós herdámos o mesmo sentimento de rejeição. [cont.]
Por João Neto às 10:50 0 comentário(s)
abril 28, 2005
Necessidades
Por João Neto às 12:42 0 comentário(s)
abril 26, 2005
abril 22, 2005
Esforço
Por João Neto às 14:09 0 comentário(s)
abril 21, 2005
Botões Políticos (última parte)
Os dois tipos de visionários tendem a se posicionar em lados opostos de muitas questões não relacionadas entre si. A visão utópica identifica objectivos sociais e articula medidas políticas directas: a desigualdade económica é atacada com uma guerra à pobreza, a poluição por regulamentos ambientalistas, desequilíbrios raciais com descriminação positiva. Como crítica, a visão trágica aponta os interesses individuais das pessoas que causam ou influenciam esses problemas - argumentando que acções directas são muitas vezes incapazes contra as respostas individuais de milhares ou milhões de interessados que não se revêem nessas medidas.
Pelo contrário, a visão trágica procura sistemas cuja dinâmica produza resultados aceitáveis, mesmo que a maioria dos seus participantes não seja particularmente sábio ou virtuoso. O mercado livre, na opinião deles, consegue esse objectivo. Não é necessário um entendimento completo da rede de relações comerciais de produtos e serviços para antecipar onde, quando e quem precisa do quê. Os direitos de propriedade dão um incentivo à produção, a solidez dos contratos assegura uma dinâmica continuada de trocas, os preços transmitem informação sobre a demanda e procura entre produtores e consumidores o que lhes permite agir segundo um conjunto simples de regras: fazer mais do que é lucrativo, comprar menos do que é caro - e a "mão invisível fará o resto". Como crítica, a visão utópica diz que se produz uma distribuição socialmente injusta de riqueza entre os diferentes actores do mercado. Como resposta, os da visão trágica defendem que a noção de justiça só faz sentido para avaliar acções humanas sob um sistema legal e não quando aplicado a uma abstracção designada por 'sociedade'.
Algumas das batalhas entre a esquerda e a direita recaem nestas questões filosóficas: governos grandes ou pequenos; taxas altas ou baixas; proteccionismo ou mercado livre; medidas directas para reduzir os problemas ou medidas indirectas para reforço das leis. Também na justiça: os da visão trágica tendem a ver a execução da lei como a aplicação cega e directa do que está escrito, enquanto a visão utópica procura o espírito da lei para lá da escrita da mesma. Uns são acusados de perpetuarem injustiças arbitrárias, outros são acusados de egotismo e caprichos arbitrários que só desfavorecem quem segue as leis segundo a norma.
Por João Neto às 07:58 0 comentário(s)
abril 19, 2005
Contrapesos
Por João Neto às 08:39 0 comentário(s)
abril 18, 2005
And now for something completely different...
- Michael Palin: Ahh.. Very passable, this, very passable.
- Graham Chapman: Nothing like a good glass of Chateau de Chassilier wine, ay Gessiah?
- Terry Gilliam: You're right there Obediah.
- Eric Idle: Who'd a thought thirty years ago we'd all be sittin' here drinking Chateau de Chassilier wine?
- MP: Aye. In them days, we'd a' been glad to have the price of a cup o' tea.
- GC: A cup ' COLD tea.
- EI: Without milk or sugar.
- TG: OR tea!
- MP: In a filthy, cracked cup.
- EI: We never used to have a cup. We used to have to drink out of a rolled up newspaper.
- GC: The best WE could manage was to suck on a piece of damp cloth.
- TG: But you know, we were happy in those days, though we were poor.
- MP: Aye. BECAUSE we were poor. My old Dad used to say to me, "Money doesn't buy you happiness."
- EI: 'E was right. I was happier then and I had NOTHIN'. We used to live in this tiiiny old house, with greaaaaat big holes in the roof.
- GC: House? You were lucky to have a HOUSE! We used to live in one room, all hundred and twenty-six of us, no furniture. Half the floor was missing; we were all huddled together in one corner for fear of FALLING!
- TG: You were lucky to have a ROOM! *We* used to have to live in a corridor!
- MP: Ohhhh we used to DREAM of livin' in a corridor! Woulda' a palace to us. We used to live in an old water tank on a rubbish tip. We got woken up every morning by having a load of rotting fish dumped all over us! House!? Hmph.
- EI: Well when I say "house" it was only a hole in the covered by a piece of tarpolin, but it was a house to US.
- GC: We were evicted from *our* hole in the ground; we had to go and live in a lake!
- TG: You were lucky to have a LAKE! There were a hundred and sixty of us living in a small shoebox in the middle of the road.
- MP: Cardboard box?
- TG: Aye.
- MP: You were lucky. We lived for three months in a brown paper bag in a septic tank. We used to have to get up at six o'clock in the morning, clean the bag, eat a crust of stale bread, go to work down mill for fourteen hours a day week in-week out. When we got home, out Dad would thrash us to sleep with his belt!
- GC: Luxury. We used to have to get out of the lake at three o'clock in the morning, clean the lake, eat a handful of hot gravel, go to work at the mill every day for tuppence a month, come home, and Dad would beat us around the head and neck with a broken bottle, if we were LUCKY!
- TG: Well we had it tough. We used to have to get up out of the shoebox at twelve o'clock at night, and LICK the road clean with our tongues. We had half a handful of freezing cold gravel, worked twenty-four hours a day at the mill for fourpence every six years, and when we got home, our Dad would slice us in two with a bread knife.
- EI: Right. I had to get up in the morning at ten o'clock at night, half an hour before I went to bed, (pause for laughter), eat a lump of cold poison, work twenty-nine hours a day down mill, and pay mill owner for permission to come to work, and when we got home, our Dad would kill us, and dance about on our graves singing "Hallelujah."
- MP: But you try and tell the young people today that... and they won't believe ya'.
- ALL: Nope, nope..
Por João Neto às 08:00 0 comentário(s)
abril 15, 2005
abril 14, 2005
Detalhes
![]() | Saber parar, respirar devagar, deixar-nos ir pelas pequenas coisas são artes difíceis. Existimos mas não nos lembramos porquê, compensamos mais deveres que vontades, perdemos estes dias que nos parecem iguais. Muito do conjunto são detalhes que não vemos. Tudo sucede, eles ficam. | ![]() |
![]() | ![]() | ![]() |
Por João Neto às 12:59 0 comentário(s)
abril 12, 2005
Botões Políticos (parte IV)
Mas os da visão trágica não se comovem com estes argumentos. Nós somos todos membros de uma espécie com falhas. Colocar a nossa visão moral em prática pode significar impô-la aos outros. A atracção humana por poder e estima, polida por auto-decepção e um sentimento de justiça, é um convite à catástrofe, principalmente se esse poder for direccionado a um objectivo tão quixotesco como a erradicação dos interesses individuais (como disse o filósofo Michael Oakshott, pretender fazer algo impossível é sempre uma demanda que corrompe quem a procura). [cont.]
Por João Neto às 09:08 0 comentário(s)
abril 11, 2005
Culinária
Por João Neto às 10:05 0 comentário(s)
abril 08, 2005
Intransmissibilidade
Por João Neto às 09:10 0 comentário(s)









