fevereiro 09, 2004
fevereiro 06, 2004
Viagem VII

Curiosamente, conhece-se pouco de Mercúrio (que se encontra relativamente perto da Terra). Houve apenas uma missão ao planeta (Mariner 10 em 1974) que fotografou menos de metade da superfície. Como está muito perto do Sol, o telescópio Hubble não o pode focar.
Por João Neto às 18:05
fevereiro 05, 2004
Aos Georges Bushes (III)
Por João Neto às 09:12 0 comentário(s)
fevereiro 03, 2004
Back from the Future (I)
"[...] e assim, em dezembro de 25, foi efectuada a primeira teletransmissão com sucesso de um mamífero inferior que viajou de Nova Yorque até Paris em alguns milésimos de segundo. Não se verificaram nenhuns dos nocivos efeitos secundários que teimavam em surgir nas experiências passadas, como profundas disfunções comportamentais ou cancros malignos da mais variada ordem. [...] desde então, o progresso tecnológico foi imenso. Voluntários humanos experimentaram a sensação de serem reposicionados num outro canto do globo em meros instantes. Nenhuma alteração psicossomática tem sido observada. Na nossa década, até os críticos mais cerrados foram obrigados a admitir: o teletransporte era mais do que uma possibilidade teórica, era uma realidade operacional! [...] A revolução dos transportes não se fez esperar. Uma viagem para as colónias marcianas demora hoje pouco mais de vinte minutos para quem a observa e é instantânea para o viajante. [...] O processo de transmissão passa pela análise atómica do sujeito, pela sua codificação e envio do sinal até ao posto receptor. [...] foi essencialmente neste processo que surgiram os maiores preconceitos. O sujeito não é efectivamente transportado. É antes transformado em informação, sendo restituído por um outro conjunto de átomos disponíveis no destino. O original é duplicado, imediatamente destruído e a matéria prima reciclada. As implicações para a sociedade desta nova visão do Homem ainda são imprevisíveis e será, sem dúvida, um dos mais apaixonantes temas de debate dos próximos anos. No entanto, o autor não é capaz de deixar de pensar sobre uma questão que já teima nos nossos espíritos: O que aconteceria se o original não fosse destruído?"H. Bulam, American Sociological Review, vol. 1303, pp. 7-21, Jan-Mar 2136
Por João Neto às 09:43
fevereiro 02, 2004
Gestão
Por João Neto às 11:24 0 comentário(s)
janeiro 30, 2004
Viagem VI

Estamos à distância de 150 milhões de Km de Sirius, a estrela mais brilhante do nosso céu, uma vizinha apenas a 8.6 anos-luz da Terra.
Por João Neto às 12:04
janeiro 29, 2004
As estatísticas e a vida
Hoje, telejornal, RTP1, hora do almoço, comentário sobre mais um atentado em Israel,
«... 10 feridos, dentre os quais pelo menos 15 em estado grave...»
Mas será que já ninguém presta atenção aos números do conflito israelo-palestiniano?
Por cristina às 14:14 0 comentário(s)
Seis meses de ruminações
Por João Neto às 08:23 0 comentário(s)
janeiro 27, 2004
Outros Traços
Ah este caminho
que já ninguem percorre
a não ser o crespúsculo
Matsuo Banshô (1644-1694)
Por João Neto às 11:29 0 comentário(s)
janeiro 26, 2004
Traços
Por João Neto às 09:53 0 comentário(s)
janeiro 24, 2004
as ideias passadas
Por cristina às 12:35 0 comentário(s)
janeiro 22, 2004
Aos Georges Bushes (II)
Sempre foi perigoso restringir a realidade às nossas convicções e preconceitos.
Por João Neto às 12:27 0 comentário(s)
janeiro 20, 2004
Revisualizar

E se o Bing Bang fosse uma explosão de NADA permitindo o movimento ao TUDO que sobrou?
Por João Neto às 17:22
janeiro 19, 2004
FW: SEM URGÊNCIA
Dou por mim a apagar os mails intitulados «FW: Urgente» (ou, pior ainda, «FW: URGENTE») com grande ligeireza. Será que esta difusão em grande escala da informação transforma rapidamente o activismo em blasé? Ou será que pura e simplesmente me cansei das fotos de crianças perdidas e dos tipos estranhos de sangue? De qualquer forma, o meu grupo sanguíneo é tão normal que nunca os posso ajudar - será isto uma razão ou uma justificação?
Por cristina às 19:48 0 comentário(s)
O que falta
Por João Neto às 09:26 0 comentário(s)
janeiro 15, 2004
Viagem V

Actualmente, muitos consideram Plutão como sendo um planetóide, o maior da cintura de Kuiper formada por milhões de corpos que circundam o Sistema Solar para além de Neptuno (ainda mais longe encontra-se a nuvem de Oort).
Por João Neto às 14:29
janeiro 14, 2004
Fragmentos
Por João Neto às 09:14 0 comentário(s)
janeiro 13, 2004
Pergunta
Quando a injustiça tem razão, o que acontece à razão?
Por João Neto às 10:30 0 comentário(s)
janeiro 12, 2004
Nomic
Existem diversas partidas a decorrer baseadas neste conceito. Um deles, Agora está activo desde 1993! Um outro exemplo é um dos jogos favoritos do Calvin e do Hobbes:

Que regra se troca hoje?
Por João Neto às 10:04
janeiro 09, 2004
Aos Georges Bushes (I)
Por João Neto às 16:58 0 comentário(s)
janeiro 07, 2004
Uma breve História da Computação (última parte)
Muito se falou do efeito borboleta. Um sistema caótico é um sistema que, entre outras propriedades, possui sensibilidade às condições iniciais. Uma pequena diferença nos dados iniciais é multiplicada pela passagem do tempo até se tornar impossível prever o comportamento futuro do sistema (onde se estabelece o Horizonte de Acontecimento). É este horizonte que impede de sabermos se vai chover daqui a 1 mês por mais elaborados que sejam os modelos, por mais rápidos que sejam os simuladores. Isto é uma restrição séria ao nosso conhecimento do Universo.
Stephen Wolfram (nos anos 80 e agora no seu livro "A New Kind of Science") referiu nos seus trabalhos sobre processos físicos e computacionais uma outra restrição que ele apelidou de Irredutibilidade Computacional: predizer resultados futuros de um sistema é habitualmente tão difícil como o sistema produzir os mesmos resultados.
Mas o que foi falado aponta para outra restrição ainda mais séria: no caso geral, mesmo se soubermos com total precisão os dados iniciais, mesmo que o modelo usado seja perfeito (e neste caso o efeito borboleta seria eliminado) continuará a existir perguntas sem resposta, porque na generalidade haverá problemas que não são computáveis! Por exemplo, a pergunta se um dado sistema converge para um estado estável será isomorfo do Halting Problem. Podemos responder para alguns casos particulares, mas não é possível responder ao problema geral.
Se a Matemática alicerça o modelo do nosso Universo restringindo a verdade à consistência, talvez tudo o que seja possível modelar (e operacionalizar) se reduza ao limite do computável.
Por João Neto às 12:23 0 comentário(s)
janeiro 06, 2004
janeiro 05, 2004
Bom 2004
Por João Neto às 09:28 0 comentário(s)
dezembro 29, 2003
Utopias

O País da Cocanha - Peter Breugel (o velho)
ps: O livro Baudolino do Umberto Eco é uma óptima viagem por estas geografias imaginadas.
Por João Neto às 10:50
dezembro 23, 2003
Viagem III

15 de Outubro de 2007, 13:38 GMT
O satélite de Urano, Ariel (numa órbita a 190 mil Km, constituído por cerca de 50% de água) interpõe-se entre o planeta e o Sol provocando um eclipse solar que nenhum olho humano verá.
Por João Neto às 09:51
dezembro 22, 2003
Uma Breve História da Computação (parte V)
É costume pensar que a década de 70 foi uma travessia do deserto no que respeita às descobertas nesta área, mas muito trabalho foi realizado e alguns dos conceitos mais importantes actualmente, surgiram nesse período. Teuvo Kohonen e James Anderson em 1972 propuseram independentemente um modelo de memória associativa, onde o elemento básico neuronal era analógico (contínuo) e não digital (discreto) como nos modelos de McCulloch e de Rosenblatt. Este género de memória é próximo da nossa experiência individual: é-nos fácil associar um tipo de informação com algo que já conhecemos, conseguindo extrair o resto que dificilmente seria lembrado sem a informação inicial (como as primeiras notas de uma música, as palavras de um poema ou as imagens de um filme). Ainda no caminho para um modelo mais realista, Stephen Grossberg investigou os mecanismos de inibição e saturação neuronais (um neurónio biológico possui comportamento muito diferente do normal em estados de saturação) e introduziu a função de activação sigmoidal.
O físico John Hopfield, no início dos anos 80, para além do modelo conhecido por rede associativa de Hopfield, tem como uma das suas principais contribuições a introdução do conceito de energia a partir da matriz de ligações que define a rede neuronal. A dinâmica da rede de Hopfield é construída para minimizar a sua energia e só estabilizar quando atingir um mínimo. Esse mínimo permite guardar um padrão: um estado do sistema que "atrai" outros estados (um atractor portanto, mas definiria este uma dinâmica caótica?).
O passo que deu a partida definitiva para uma nova explosão criativa no campo, foi o trabalho iniciado por Paul Werbos em 1974 (e mais tarde, nos anos 80, por David Rumelhart e colegas) com a apresentação de um algoritmo de aprendizagem para redes de múltiplas camadas, uma generalização do algoritmo de Widrow-Hoff, o conhecido algoritmo de Retropropagação. Finalmente, caia a restrição conjecturada por Minsky dado que as redes neuronais de múltiplas camadas são capazes de aproximar qualquer função! Estava aberto o caminho da aprendizagem neuronal. [cont.]
Por João Neto às 08:38 0 comentário(s)
dezembro 17, 2003
Janelas de Oportunidade
Por João Neto às 13:23 0 comentário(s)

