Viagem VI

Estamos à distância de 150 milhões de Km de Sirius, a estrela mais brilhante do nosso céu, uma vizinha apenas a 8.6 anos-luz da Terra.
Morrerás em breve. É incontestável. E quanta verdade morrerá contigo sem saberes que a sabias. Só por não teres tido a sorte de num simples encontro ou encontrão ta fazerem vir ao de cima - Vergílio Ferreira

Por João Neto às 12:04
Hoje, telejornal, RTP1, hora do almoço, comentário sobre mais um atentado em Israel,
«... 10 feridos, dentre os quais pelo menos 15 em estado grave...»
Mas será que já ninguém presta atenção aos números do conflito israelo-palestiniano?
Por cristina às 14:14 0 comentário(s)
Por João Neto às 08:23 0 comentário(s)
Ah este caminho
que já ninguem percorre
a não ser o crespúsculo
Matsuo Banshô (1644-1694)
Por João Neto às 11:29 0 comentário(s)
Por João Neto às 09:53 0 comentário(s)
Por cristina às 12:35 0 comentário(s)
Sempre foi perigoso restringir a realidade às nossas convicções e preconceitos.
Por João Neto às 12:27 0 comentário(s)

Por João Neto às 17:22
Dou por mim a apagar os mails intitulados «FW: Urgente» (ou, pior ainda, «FW: URGENTE») com grande ligeireza. Será que esta difusão em grande escala da informação transforma rapidamente o activismo em blasé? Ou será que pura e simplesmente me cansei das fotos de crianças perdidas e dos tipos estranhos de sangue? De qualquer forma, o meu grupo sanguíneo é tão normal que nunca os posso ajudar - será isto uma razão ou uma justificação?
Por cristina às 19:48 0 comentário(s)
Por João Neto às 09:26 0 comentário(s)

Por João Neto às 14:29
Por João Neto às 09:14 0 comentário(s)
Quando a injustiça tem razão, o que acontece à razão?
Por João Neto às 10:30 0 comentário(s)

Por João Neto às 10:04
Por João Neto às 16:58 0 comentário(s)
Por João Neto às 12:23 0 comentário(s)
Por João Neto às 09:28 0 comentário(s)

Por João Neto às 10:50

Por João Neto às 09:51
Por João Neto às 08:38 0 comentário(s)
Por João Neto às 13:23 0 comentário(s)
As minhas manhãs são normalmente difíceis. Sento-me face ao pão, que barro com lentidão,
vejo, por entre as pálpebras ainda pesadas, as imagens que saem daquela caixa mágica (que muita magia perdeu, mas que continua a ser mágica para os que, como eu, não sabem como ela funciona, nem estão muito interessados em sabê-lo).
Chegam-me, à mãos cheias, os medos do mundo. A droga mata. O tabaco mata. Dormir pouco mata. Dormir muito também mata. Um casal é esfaqueado. As casas do interior cedem face aos assaltantes, que deixam idosos lívidos no chão. Crianças desaparecidas. A morte nos países desenvolvidos é assim: um fantasma permanente, que não tem par senão no medo de envelhecer.
A morte no Terceiro Mundo é diferente. Conta-se aos milhares. Aumenta em segundos. Mas deixou de nos chocar.
Pois não dizia Mao Tze Tung que a morte de milhares é uma estatística? E que a morte de um indivíduo é uma tragédia? Quiçá deixámos de ver cada habitante dos países pobres como um indivíduo.
Levanto-me da mesa e levanto a mesa. Sigo para o dia que (não) me espera.
Por cristina às 11:40 0 comentário(s)
São como um cristal,
as palavras.
Algumas um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam;
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
Por João Neto às 09:38 0 comentário(s)
Por João Neto às 11:20 0 comentário(s)

Por João Neto às 14:36