janeiro 27, 2010
janeiro 21, 2010
Mínimo máximo
Por João Neto às 09:58 0 comentário(s)
janeiro 18, 2010
Distâncias
Por João Neto às 06:56 0 comentário(s)
janeiro 08, 2010
Propostas de Leitura
Gostaria de sugerir três livros que considero excelentes e que dizem respeito à divulgação e ao estímulo do pensar crítico (clicando na imagem vão ter à amazon.uk).
Kindly Inquisitors
O livro de Jonathan Rauch é sobre a livre expressão, a sua importância numa sociedade liberal e os seus inimigos modernos. O autor (um jornalista de investigação) escreve com rara clareza sobre os fundamentos e o motivo porque devemos manter e acarinhar uma sociedade baseada nos princípios da dúvida sistemática; na rejeição de últimas palavras e autoridades indiscutíveis; no recolher de evidência e no discutir público de ideias e crenças privadas para que, algumas, possam tornar-se conhecimento público e partilhado por todos até que outras, melhores, as possam substituir; e que ninguém está acima da crítica ou da caricatura (o livro é de 1991 e termina com uma análise da relevância da tentativa de assassinato de Salman Rushdie). Qualquer sumário deste livro (e especialmente, não este) não lhe faz jus. (180 páginas)How to Think Straight About Psychology
O título deste livro do professor Keith Stanovich é talvez demasiado específico. O livro mostra o que é o método científico de forma exemplar e muito prática, baseando as afirmações que faz e os princípios que defende com vários estudos e exemplos da medicina e da psicologia (mostrando alguns erros modernos que se fizeram, várias vezes com vítimas, por não terem sido seguidos). Desse ponto de vista, não é só relevante pelo conhecimento da Psicologia enquanto Ciência (porque, como o autor indica, a Psicologia é uma palavra que engloba uma vasta áreas de estudos, nem sempre relacionados, algumas das quais usam ferramentas não científicas) mas para qualquer um que se interesse ou estude outra área que utilize o método científico na produção de conhecimento. Muito bem escrito, documentado e sucinto (cerca de 200 páginas).Irrationality
O psicólogo Stuart Sutherland (morreu em 1998) escreveu um livro muito esclarecedor, repleto de evidência científica, sobre um dado por vezes esquecido pela teoria económica vigente: o nosso cérebro é fonte de múltiplas decisões irracionais. No entanto, a boa notícia é que tendemos a ser irracionais sempre da mesma forma (irracionais mas não aleatórios) o que permite que estudemos este aspecto da psicologia humana para nos conhecermos melhor e tomar melhores decisões quer individualmente, quer colectivamente. Repleto de humor inglês e apoiado em diversos estudos, o autor apresenta-nos, em cada capítulo, tipos comuns de erros, muitos dos quais originam-se pela fraca capacidade natural de entendermos probabilidades, o que mostra como é importante a educação desta matéria (a par, a meu ver, com a ética) aos membros de uma sociedade que pretenda reduzir a sua cota de irracionalidade. Breve, bem humorado e com uma mensagem muito importante (250 páginas)- Os grupos tendem a extremar as suas opiniões partilhadas;
- A construção de estereótipos é uma abstracção irracional, simplificando o mundo através do crescer da injustiça individual;
- A expressão pública de uma opção torna-a mais difícil de rejeitar no futuro.
- É mais fácil seguir a acção dos outros do que ir contra essa acção, independentemente da justiça intrínseca das opções. Deste modo reside o perigo, para as pessoas e para o sentido crítico, de participar em multidões.;
- Obedecer à autoridade ou conformar com os pares é mais fácil que escolher as alternativas.
A maioria prefere manter a estrutura dos seus valores mesmo que isso sacrifique a lógica, a coerência e a verdade; - Individualmente vê-se o outro como sendo bom ou mau e não como uma mistura positiva e negativa de diferentes características (eg, feio e inteligente, bom mas estúpido, carinhoso mas intolerante);
- Muitos, em vez de voltar atrás numa decisão, optam por extremá-la (por falta de sentido crítico, por terem investido demasiado). Um pequeno erro inicial pode, assim, transformar-se numa tragédia;
- Para que alguém faça X, erigir um processo iniciático difícil e desagradável, mesmo que nada tenha a ver com X. Esse investimento inicial faz com que o sujeito sinta mais dificuldade de desistir no futuro.
Por João Neto às 11:43 1 comentário(s)
dezembro 05, 2009
Flexibilidade
Por João Neto às 08:06 0 comentário(s)
dezembro 02, 2009
Violência
O que causa perplexidade nos ataques «terroristas» é que eles não se encaixam na nossa tradicional oposição do mal como egoísmo ou desapego do bem comum, e do bem como o espírito de sacrifício por uma causa maior. [...] O egoísmo, o interesse dos próprios bens, não é oposto ao bem comum porque é possível deduzir normas altruístas a partir de preocupações egoístas. O individualismo vs. a comunidade, o utilitarismo vs. a asserção de normas universais, são oposições falsas dado que este conceitos produzem os mesmos resultados. Os críticos que se queixam da falta de valores, na presente sociedade hedonista-egoísta, falham totalmente o alvo. A verdadeira oposição do egoísmo não é o altruísmo, a atenção pelo bem comum, mas a inveja, o ressentimento, que me faz agir contra o meu próprio interesse. Freud sabia isto muito bem: a pulsão da morte é oposta ao princípio do prazer bem como ao princípio da realidade. O verdadeiro mal, que é a pulsão da morte, envolve auto-sabotagem. Ele faz-nos agir contra os nossos interesses." Slavoj Zizek, Violence
Por João Neto às 07:04 0 comentário(s)
novembro 24, 2009
Definições
É importante entender com clareza que a psiquiatria moderna - e a identificação de novas doenças psiquiátricas - começaram não por identificar essas doenças pelos métodos provados da patologia, mas por criar novos critérios do que constituía uma doença: ao critério estabelecido de detectar alterações na estrutura do corpo, foi adicionado o novo critério de detectar alterações na função do corpo; e, como a primeira era obtida pela observação do corpo do paciente, assim a segunda observava o seu comportamento. [...] Assim, enquanto na medicina moderna as novas doenças são descobertas, na psiquiatria moderna elas são inventadas. Por exemplo, a paresia foi provada ser uma doença, a histeria foi declarada uma doença." - Thomas Szasz, The Myth of Mental Illness
Por João Neto às 12:35 0 comentário(s)
novembro 20, 2009
Ligações
Por João Neto às 07:12 0 comentário(s)
novembro 16, 2009
Resolução
A resolução racional de um problema depende não só do problema mas também do seu contexto. A solução encontrada por uma cultura distante no tempo ou no espaço pode ser muito diferente da nossa, mesmo que essa solução, na altura, fosse a melhor possível (e quase nunca é, agora ou no passado). Querer forçar soluções obsoletas sem considerar as distinções presentes é um caminho para a criação de novos e até maiores problemas.
Por João Neto às 08:12 0 comentário(s)
novembro 09, 2009
Antropologia
[entrevista à Ípsilon, 9 Setembro de 2009]
Por João Neto às 12:22 0 comentário(s)
novembro 05, 2009
Escolhas
Por João Neto às 08:00 0 comentário(s)
outubro 31, 2009
Critérios
Por João Neto às 10:02 0 comentário(s)
outubro 26, 2009
Eu
Porquê mais que seis? Cada um de nós possui diferentes personas consoante as situações a que, voluntariamente ou não, nos sujeitamos. É trivial que nos comportamos de forma distinta quando no emprego, em casa, nas reuniões familiares, nos transportes públicos, perante uma situação de violência, na guerra. Mas, aparte dessas diferenças, onde se encontra esse verdadeiro eu? Quando estamos com quem nos é mais íntimo? Quando sozinhos? Mesmo nessas situações continuamos a restringir-nos perante o que interiorizamos poder e o que desejamos fazer (seja por força de normas sociais, seja por auto-preservação, seja pelo necessário compromisso que existe mesmo entre aqueles que nos são mais próximos). Onde se encontra esse eu? Talvez a noção de eu seja apenas a ilusão dessa sequência de diferentes representações, um palco que, de outro modo, sem sociedade, sem outros palcos para interagir, sem máscaras para contrapor às nossas máscaras, estaria vazio e não teria sentido. Como um espelho sem nada para reflectir.
Porquê menos que seis? Existem evidências obtidas pela psicologia experimental que o cérebro não reconhece uma fronteira fixa ao que associamos como corpo. Quando fazemos aproximar um objecto da mão de uma pessoa é activado um conjunto de processos neuronais que terão a ver com mecanismos de defesa, de atenção entre outros. Mas, se por exemplo, essa mesma pessoa segurar uma bengala e fizermos aproximar o anterior objecto da bengala, os mesmos processos são activados. O cérebro estende a noção do seu corpo às respectiva extensões (seja uma bengala, seja o carro que guiamos, etc.). Assim, a noção que a nossa mente tem do corpo é mais restrita, menos dinâmica, do que aquela que o nosso cérebro possui. Se esta extensão automática ocorre perante objectos, mais facilmente será vísivel quando seguramos a mão de um filho, de alguém que amamos. Nessa situação, o nosso corpo (cognitivamente, mesmo que não o assumamos mentalmente) estende-se a mais do que uma pessoa. Se interiozarmos isto, se considerarmos e aceitarmos racionalmente esta ligação, o toque, o segurar da mão, o abraço que damos, a ligação física da mãe desde a gravidez à amamentação, podem tornar-se apenas uma faceta dessa ligação. A geografia não é relevante para a associação entre aqueles a que emocionalmente nos sentimos chegados, como é o exemplo mais forte da família e, normalmente em menor grau, dos amigos próximos. Nesta perspectiva, a noção de pessoa, o átomo social, deixa de ser sinónimo do eu, que, mais que uma invariante psicológica, torna-se uma estrutura relacional, uma rede afectiva. Assim, nessa sala, durante o jantar, haja apenas um eu, talvez fugaz, mas por todos partilhado.
Por João Neto às 10:40 0 comentário(s)
outubro 22, 2009
Ferramenta
Por João Neto às 09:28 0 comentário(s)
outubro 19, 2009
Import / Export
Por João Neto às 07:52 0 comentário(s)
outubro 14, 2009
Mísero rimar aos media
Gritar o rumor sem sentido de humor.
Fixar a histeria no assunto do dia.
Os factos são caros, cada opinião um tostão.
Sem cérebro a pensar dói menos falar.
Por João Neto às 13:32 0 comentário(s)
outubro 12, 2009
Pastoreio
Por João Neto às 11:36 0 comentário(s)
setembro 29, 2009
Definições e Limites
Por João Neto às 09:33 0 comentário(s)
setembro 25, 2009
Lances
Por João Neto às 09:44 0 comentário(s)
julho 06, 2009
Três E's
Por João Neto às 21:00 0 comentário(s)