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outubro 15, 2004

Ainda 1952

"Uma sociedade livre é uma sociedade onde é seguro ser-se impopular." - Adlai Stevenson (1952)

outubro 08, 2004

Convergência III

Será o livre arbítrio uma ilusão? Será necessário para justificar morais e direitos? É que somos responsáveis por tudo (excepto, disse Sartre, pela própria responsabilidade), quer sejamos capazes de optar livremente ou somente ininteligíveis veículos levando causas a efeitos.

setembro 24, 2004

Convergência II

É a individualidade um facto ou uma máscara? É um direito ético ou algo adquirido pela cultura humanista? Devo lutar porque sou pessoa ou porque tenho o direito a sê-lo?

setembro 20, 2004

Fronteiras V

Será o livre arbítrio a contingência do que (ainda) não sabemos?

abril 30, 2004

Aos Georges Bushes (IX)

A liberdade é muito pesada. Por isso se persiste na ignorância, na arrogância, na invenção de deus. Como se ensina a uma criança que há limites no possível, que não se pode ganhar sempre, a morte?

abril 21, 2004

"There is a crack in everything, that's how the light gets in"

É daquelas citações que perdemos o rasto quando a memória falha. Reencontrei-a na Praia. De Leonard Cohen.

março 16, 2004

Espectro

A liberdade é a restrição mínima do possível. A escravidão a restrição máxima. Para lá da primeira encontra-se a anarquia. Para lá da segunda a colmeia.

janeiro 22, 2004

Aos Georges Bushes (II)

Sempre foi perigoso restringir a realidade às nossas convicções e preconceitos.

dezembro 03, 2003

Sábios

- Mas como sobreviverão esses sábios?
- O povo alimentá-los-á dia após dia.
- O povo não pode vir um dia cansar-se de os alimentar?
- Quando, em toda a superficie da Terra, já não houver um único ser disposto a alimentar um sábio, é que o mundo já não merece os sábios e é tempo de eles se irem embora.
- Deixar-se-ão morrer?
- Quando o mundo tiver abandonado os sábios, os sábios desertá-lo-ão. Então o mundo ficará sozinho, e sofrerá com a sua solidão
Este texto foi retirado de "Os Jardins de Luz", livro escrito pelo notável narrador que é Amin Maalouf sobre o profeta Mani, um homem do século III esquecido (e deturpado) pela História. Porém, para mim, no diálogo encontram-se reflexos actuais. Vivemos num Presente, na sua maior parte do tempo, ocupado pela infindável torrente do efémero, do culto à superficialidade e do prazer imediato das soluções fáceis. Não há muitos que tenham paciência de ouvir que os problemas podem ser difíceis, que a ignorância não é solução para nada, que as respostas podem exigir ainda mais sacrifícios e que a factura do Futuro é menor se for paga agora. O que observo localmente é o desinteresse progressivo dos assuntos importantes que vão permeando o mundo. Acho que é um sintoma não darmos devida atenção aos sábios que ainda temos. Quando um deles morre, não perdemos informação nem sequer conhecimento, mas perdemos um juízo sobre o que fazer com essa informação e com esse conhecimento. Eu pessoalmente não gosto da solidão.

ps: "Os Jardins de Luz" pertence à colecção Mil Folhas do Público. Custou-me €4,20. Não conheço melhor negócio que um livro bom e barato.

novembro 24, 2003

Contrários

A ignorância não produz felicidade. A ignorância limita, dilui diferenças, reduz opções, aproxima sentimentos. Da apatia à violência, do prazer à inveja, do desejo à satisfação do desejo. O conhecimento também não produz felicidade. Traça fronteiras e expande-as, intensifica tudo (o bom e o mau), permite a escolha dos caminhos possíveis e exige a responsabilidade dessa escolha. Ao limitar os desejos limita-nos, mas não limita os outros.

outubro 21, 2003

Liberdade de Expressão

"The right of freedom of speech and press includes not only the right to utter or to print, but the right to distribute, the right to receive, the right to read and freedom of inquiry, freedom of thought, and freedom to teach." - U.S. Supreme Court, Griswold v. Connecticut (1965) [1]