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fevereiro 08, 2010

Sci-Philosophy I

The sweeping passage of shoreline caught her eyes hypnotically: fused movement. It was like time -- the immediate past never quite discarded, no fixed starting point for the future -- all one, all melted into one gliding, stretched-out forever. . .

The humans were very difficult to understand with their gods and their accumulation patterns. [...] The brain thought then how strange it was, this thought-mode of existence, this transference of internal energy to create imaginary visions that were in fact plans and schemes and that sometimes must move for a way along non-survival paths. How curious, how subtle, yet how beautiful was this human discovery which had now been copied and adapted to the uses of other creatures. How admirable and elevated it was, this manipulation of the universe that existed only within the passive confines of imagination.

Decisions -- conscious decisions, the Brain thought, these are a punishment inflicted upon the single-self by consciousness. There are conscious decisions that can fragment the single-self. How can humans stand up under such a load of decisions? Frank Herbert, The Green Brain

janeiro 27, 2010

Transição

Um indivíduo sem outros entra em perigo de dissipação. Cada mente está viciada pelos compromissos de uma cultura. Perder essa cultura é um passo perigoso e de difícil adaptação, só sendo mitigado se passar a interagir noutra cultura. Já uma cultura só existe na dinâmica dos seus elementos. Sem eles passa para o domínio do mito, da arqueologia, aproximada nas reconstruções artísticas e científicas de um eventual futuro. Até ao desaparecimento inevitável, todos, desde o individuo até à sociedade multicultural, sofrem momentos de depressão e crescimento, quedas e renascimentos, ajudas e violências interiores e exteriores, tédio e anomias. Para sobreviver-se a si mesma a pessoa pode deixar-se na memória dos outros, nos pensamentos que escreve, nas acções que comete. A cultura pode fazer história ou, de tempos em tempos, uma diáspora. Em nenhuma delas se fica na mesma.

novembro 05, 2009

Escolhas

O comportamento inato que me inicia, com os anos acumulados de experiência e aprendizagem, é a semente que me faz cidadão desta sociedade e membro da minha cultura, é o começo desse caminho percorrido que chamamos pessoa e que, em cada instante, designamos por eu. Outra cultura, outro século, e o mesmo início dirigir-se-ia para outro lado, num outro processo, construindo um outro diferente que eu não reconheceria. Cada pessoa não é um caminho de escolhas, mas a deriva possível e inevitável nessa maré que é o ponto de Mundo onde nascemos.

novembro 03, 2009

Atalhos

Há na Geometria um caminho mais curto que os Elementos? - Ptolomeu
Não há um caminho dourado para a Geometria - Euclides

Uma regra do ensino avisa que o uso de analogias só nos leva até certo ponto. A partir daí é necessário trabalhar arduamente para conquistar a compreensão. Mas, por outro lado, não é todo o nosso discurso metafórico? Se tentar sair de uma analogia, como não entrar noutra? Na religião esse salto costuma ser dado pelo caminho da heresia. Na Ciência pelos acrescentos ou pelas mudanças de modelos, de paradigmas (o que, para alguns, também são heresias). O novo local onde se chega, porém, é também ele uma analogia, talvez mais útil, completa, funcional, lógica, ética ou até emocionalmente mais adequada. Terminando com mais uma analogia, o trabalho árduo é o de conseguir sair de uma ilha de conhecimento à descoberta de uma melhor, para aí permanecer. Não o é negar o Oceano.

outubro 26, 2009

Eu

Um jantar com dois casais, cada um com um filho. Seis pessoas a partilhar uma refeição. Quantos «eus» estarão ali? Para lá da resposta óbvia, gostaria de argumentar que depende do crivo, que a definição do eu é instrumental, um mecanismo de separação e identificação social a que nos habituámos e ao qual transformámos em definição. Se olharmos mais perto para o processo cognitivo, surge-nos uma imagem paradoxal, de um certo prisma parecem ser mais de seis, de outro menos.

Porquê mais que seis? Cada um de nós possui diferentes personas consoante as situações a que, voluntariamente ou não, nos sujeitamos. É trivial que nos comportamos de forma distinta quando no emprego, em casa, nas reuniões familiares, nos transportes públicos, perante uma situação de violência, na guerra. Mas, aparte dessas diferenças, onde se encontra esse verdadeiro eu? Quando estamos com quem nos é mais íntimo? Quando sozinhos? Mesmo nessas situações continuamos a restringir-nos perante o que interiorizamos poder e o que desejamos fazer (seja por força de normas sociais, seja por auto-preservação, seja pelo necessário compromisso que existe mesmo entre aqueles que nos são mais próximos). Onde se encontra esse eu? Talvez a noção de eu seja apenas a ilusão dessa sequência de diferentes representações, um palco que, de outro modo, sem sociedade, sem outros palcos para interagir, sem máscaras para contrapor às nossas máscaras, estaria vazio e não teria sentido. Como um espelho sem nada para reflectir.

Porquê menos que seis? Existem evidências obtidas pela psicologia experimental que o cérebro não reconhece uma fronteira fixa ao que associamos como corpo. Quando fazemos aproximar um objecto da mão de uma pessoa é activado um conjunto de processos neuronais que terão a ver com mecanismos de defesa, de atenção entre outros. Mas, se por exemplo, essa mesma pessoa segurar uma bengala e fizermos aproximar o anterior objecto da bengala, os mesmos processos são activados. O cérebro estende a noção do seu corpo às respectiva extensões (seja uma bengala, seja o carro que guiamos, etc.). Assim, a noção que a nossa mente tem do corpo é mais restrita, menos dinâmica, do que aquela que o nosso cérebro possui. Se esta extensão automática ocorre perante objectos, mais facilmente será vísivel quando seguramos a mão de um filho, de alguém que amamos. Nessa situação, o nosso corpo (cognitivamente, mesmo que não o assumamos mentalmente) estende-se a mais do que uma pessoa. Se interiozarmos isto, se considerarmos e aceitarmos racionalmente esta ligação, o toque, o segurar da mão, o abraço que damos, a ligação física da mãe desde a gravidez à amamentação, podem tornar-se apenas uma faceta dessa ligação. A geografia não é relevante para a associação entre aqueles a que emocionalmente nos sentimos chegados, como é o exemplo mais forte da família e, normalmente em menor grau, dos amigos próximos. Nesta perspectiva, a noção de pessoa, o átomo social, deixa de ser sinónimo do eu, que, mais que uma invariante psicológica, torna-se uma estrutura relacional, uma rede afectiva. Assim, nessa sala, durante o jantar, haja apenas um eu, talvez fugaz, mas por todos partilhado.

outubro 22, 2009

Ferramenta

Se fosse possível repetir com total exactidão, i.e., o mesmo mundo mental e externo, uma qualquer situação do passado em que tomamos uma decisão, que hipótese haveria na segunda vez em tomar uma decisão diferente? A resposta a esta experiência mental só pode ser uma: não haveria qualquer hipótese de tomar uma outra decisão. A resposta contrária teria de se justificar indicando que diferença seria essa, se todo o mundo fosse igual, e essa diferença teria de reintroduzir algum tipo de dualismo (um espírito, uma alma, algo imaterial, não físico) ou um evento totalmente aleatório (e.g., algo quântico). Nem um nem outro são respostas satisfatórias do ponto de vista do livre-arbítrio pessoal (sendo que o dualismo é um preço demasiado alto). Como o conceito de deus foi importante para a dinâmica das sociedade antigas, o livre-arbítrio é-o nesta sociedade baseada na justiça e na responsabilidade. Mas um conceito não precisa de existência concreta para se mostrar relevante.

outubro 19, 2009

Import / Export

As nossas acções, se suficientemente iteradas, são automatizadas pelo cérebro obtendo, assim, uma certa independência. A experiência é uma interiorização, um libertar de recursos, uma opção ganha para desviar a atenção para o que é novo, potencialmente perigoso ou desejável. A juntar ao que o cérebro controla desde o nascimento (o bater do coração, por exemplo) programamos, ao longo da vida, as mais diversas rotinas (como comer, tomar banho, guiar, fazer sexo). Cada automatismo é uma cedência do eu ao seu corpo, um perder dessa trajectória difusa que é a personalidade em detrimento da comunidade multi-celular que a sustenta. Pode-se ver nisso uma ameaça. Pode olhar-se como uma homenagem. Do eu mental que os outros próximos partilham ao robot físico que a sociedade precisa, usa e reconhece.

outubro 01, 2009

julho 13, 2009

Agência

Entre a norma e a descrição, entre o desejo e o facto, entre o que devia ser e o que é, uma luta incessante entre nós, os outros e a realidade. Sempre fácil a separação binária, dois lados a fazerem-se opostos: a autoridade e a autonomia, a cooperação e o egoísmo, a igualdade e a liberdade, esquerda e direita. Olhamo-nos como pontos numa linha recta, projectando e comprimindo, com excessiva simplicidade, as matizes que em cada um nos destingue. Mas como evitar as fronteiras? Mesmo que multipliquemos essa linha sobre novos planos ortogonais, mesmo que o número de dimensões seja suficiente para satisfazer a nossa sede de complexidade, mesmo considerando o nevoeiro que sempre a esbate, ainda que por nós seja traçada, como evitar a classificação que se impõe, quando o tempo acaba e é necessário escolher um lado, responsabilizar uma acção, decidir?

julho 01, 2009

Mistura

Somos movidos por entre vagas de razões e emoções. Sem as primeiras seríamos um mover de causas e efeitos sem nada em nós, um sobrepor de tudo em todos. Sem as segundas apenas estátuas, redes lógicas infinitas mas incapazes de justificar um motivo, escolher uma palavra, mover um dedo.

junho 29, 2009

Cocktail

O nosso cérebro tem uma enorme capacidade de procurar padrões. Ao mesmo tempo, há suficiente evidência científica que é comum ao ser humano acreditar e tomar acções de forma irracional (ler, por exemplo, Irrationality de Stuart Sutherland). Se juntarmos a isto a possibilidade de extrair padrões de mero ruído aleatório, i.e., sem ser resultado de uma regularidade mais profunda, temos uma mistura explosiva que possibilita as superstições, o pensamento mágico, o concretizar de uma qualquer imaginação.

junho 17, 2009

Expansão

Restringir as minhas próprias acções pode ser visto como um compromisso feito aos outros para que o futuro me seja mais fácil. Mas dizer-se que o altruísmo é apenas um egoísmo calculista, geneticamente programado ou culturalmente aprendido, é dar demasiada importância ao conceito largamente sobrevalorizado do 'eu'. Apesar da evidente utilidade da noção do 'eu', o conceito da individualidade como aquilo único em nós é apenas uma perspectiva que nos ajuda a organizar o complexo do mundo social mas que, visto de perto, tende a dissolver-se. A facilidade de identificar uma pessoa deve-se mais à persistência do corpo e dos seus atributos (o nosso aspecto, o timbre da voz, toda uma colecção de gestos e hábitos) do que ao conjunto de comportamentos e memórias que cada um encerra (em resumo, a personalidade), colecção esta muito mais volátil, contraditória e de díficil catalogação do que as respectivas propriedades físicas. Se aceitarmos que o eu é o instanciar arbitrário de algo mais difuso no tempo e no espaço, e que essa difusão pode atravessar e até intersectar os que nos são próximos (a família, os amigos, os membros da comunidade), o acto de ajuda ao próximo é uma generalização do acto de auto-ajuda, onde o que varia é o desenhar da fronteira entre o que é interior e o resto (nós e os outros). Esta variação pode ser reduzida ao mínimo, como a decisão imediata que nos prejudica amanhã ("vou apostar todas as minhas poupanças nesta mão de poker"), sendo ampliada progressivamente desde os actos que me auxiliam no futuro, que ajudam um filho, um amigo, a comunidade, passando pelo apoio a desconhecidos de outros países (desenhando-se a fronteira na espécie humana), chegando mesmo a actos universais (suporte ao ambiente, lutar pelos direitos dos animais) onde se apagam as fronteiras que a nossa cultura, hoje, identifica. Desta perspectiva a reciprocidade é um efeito de até onde eu me considero. Poderíamos traduzir a Regra de Ouro em algo como "Amplia esse eu antes de o ajudares".

junho 09, 2009

Partilha

Aquilo que em mim se chama 'eu' é um fluxo que se reflecte no corpo que habita. Como um conquistador, mexo-lhe os braços, pernas, uso-lhe os sentidos, gerindo o melhor possível a sua manutenção pois sei, como qualquer monarca, que nada sou sem o domínio que me sustenta e, socialmente, me define. Chamo a isto tudo 'eu' porque é fácil desenhar a fronteira na pele que nos separa do mundo, e porque assim me ensinaram enquanto criança. Mas porque chamar estranho àquilo que não domino? Porquê este sobrevalorizar do controle? Não seria melhor estender aos outros, ao mundo, esse cuidado que me mantém?

junho 03, 2009

AVC

Um ser vivo precisa do seu ambiente como uma pessoa da sua cultura. A relação entre cérebro e mente é ainda mais íntima, mas suponhamos admissível a analogia. Quando há uma falha, um precipício inesperado, um terramoto que altera a geografia, em todos eles esse esforço inevitável de um novo hábito.

maio 27, 2009

Sinónimos forçados

Para a maioria, os conceitos 'pessoa' e 'ser humano' (i.e., homo sapiens) representam o mesmo. Discordo: não acho que ser-se humano seja, desde logo, condição suficiente nem necessária para ser-se pessoa. Na condição necessária, consigo imaginar contra-exemplos do passado (o homem de Neanderthal, pela sua inteligência aparente, seria naturalmente considerado uma pessoa hoje em dia); do presente (a maioria dos primatas superiores e cetáceos como as baleias e os golfinhos, possuem personalidade e capacidade cognitivas suficientes bem como estruturas sociais, no caso dos primatas, que só por especismo não são considerados como pessoas); e do eventual futuro (o advento da inteligência artificial ou um encontro de civilizações extraterrestres forçar-nos-ia a reformular esta equivalência). Na condição suficiente confesso que há seres humanos, pelo seu comportamento social e/ou pela inteligência que demonstram, precisam, dos outros, de muita boa vontade para a equivalência se manter...

maio 18, 2009

Esforço

Quanto mais plástico for o sistema nervoso característico de uma espécie, menos papel terão os instintos e maior será o peso da aprendizagem. Esta usa o ambiente como parâmetro e, reduzindo a a influência da herança genética, deriva, ou possibilita, a liberdade de agir dos respectivos organismos. Essa liberdade permite que a história de cada organismo se torne única em relação à população onde se insere e, consequentemente, esta separação dos seus iguais e do mundo é a base da formação do individuo. Isto tem custos porque o mundo é tudo menos simples e pacífico. É mais fácil ser maré do que remar contra ela.

abril 01, 2009

Vantagens competitivas

O efeito placebo está estudado e bem documentado e, hoje, há suficiente evidência científica para crermos na sua existência. Isto significa que, numa época pré-médica, houve vantagem selectiva entre um crente nas enfabulações de um qualquer xamã em comparação com alguém menos sugestionável. Desta forma, ao longo de milhares de gerações, a pressão terá sido para aumentar a percentagem de crédulos nas populações humanas. Somos todos originários de linhagens com maiorias de crentes. As religiões do presente são apenas instâncias barrocas - porque antigas e prenhas de compromissos históricos e políticos ocorridos durante séculos de expansões e aglutinações - dessa vantagem em acreditar.

março 26, 2009

Disclaimer

(Andy Fielding, Musician, Composer, Music Editor, Richmond, BC) via Dark Roasted Blend

março 05, 2009

Separação

Para além de toda a estrutura mental que nos permite lidar com o Mundo, existe associado uma rede de processos interiores cuja execução é crucial para a definição do eu e da nossa personalidade (vamos designá-los aqui por Mundo Interior). Um deles é a própria consciência que, mesmo que a sua importância seja sobrevalorizada no que toca aos papeis que executa - o que é natural pois será a própria consciência a atribuir-se relevância nessa lista viciada de prioridades -, terá um papel imprescindível na existência das sociedades e da noção de pessoa. É quase certo que existiam Homo Sapiens antes de haver pessoas (pelo menos no sentido moderno do termo) e agrupamentos sociais complexos, e que a consciência, um pouco como a linguagem apesar da natureza diferente desta, foi sendo construída ao mesmo tempo que as sociedades humanas*. Assim, neste Mundo Interior, a partir da consciência, todo um ecossistema de emoções pode desenvolver-se e estratificar-se, moldando as experiências e as suas memórias, a razão e a aprendizagem, consoante a intensidade e a mistura dessas emoções, criando assim a trajectória que, em abstracto, é a chave que nos individualiza. Alguma dessa trajectória é determinada por eventos externos, por uma sequência complexa de traumas, concretizações e muito tédio à mistura, mas também pela própria dinâmica interna que funciona mesmo na falta de impulsos externos relevantes (a ausência de eventos externos é, em si mesmo, um evento).

Na filosofia a noção de zombie é útil na discussão da cognição. Em vez de ser o morto-vivo dos filmes de terror, um zombie é um simulacro de pessoa (apesar deste termo conter já um juízo de valor), um corpo que, externamente, se comporta como uma pessoa sendo impossível de distinguirmos entre quem é zombie e quem não o é. Em resumo, um zombie é igual em tudo menos na consciência (ou no Mundo Interior). Mas o que aconteceria se programássemos esse zombie para pensar que tinha um Mundo Interior? Ou seja, parte do cérebro do zombie seria gasto a executar um conjunto de processos inúteis (do ponto de vista do desempenho externo, já que nada mudaria na sua interacção com o mundo) de modo a enganá-lo com a sensação de ter esse ecossistema emocional tão típico das mentes humanas? Que diferença sobraria entre nós e «eles»?

* Poderíamos, numa linha conspiratória, dizer que a consciência é um conjunto de memes que sequestrou a espécie humana para a fazer construir sociedades cujo fundamento básico é a sua auto-perpetuação, ou seja, tornar inevitável a cópia desses processos nas crianças que nascem e que são educadas no seu seio; mas este é um cenário um pouco mais literário e talvez menos útil.

janeiro 19, 2009

Fronteira

O que é nosso no domínio da mente? O que faz uma ideia, um argumento, uma crença ser minha ou tua? Que diferença há entre o original e o aprendido? Por exemplo, as palavras que uso, a gramática que as arruma, foram-me ensinadas e são a partilha que nos une. As frases que escrevo são minhas. Mas entre elas e a informação lá contida, onde se desenha a fronteira da originalidade? Excepto do trivial de um plágio, o que dizer de usar a estrutura de um mito ou de uma história universal? Se reescreve-se Romeu e Julieta ou o Quixote a partir de que arte ou de que diferenças passaria a ter mérito nessa obra revisitada? Na complexa rede de ideias e conceitos, como julgar onde se cruzam a recriação e o inexplorado?